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Um ato de cidadania

A ministra ressaltou que muitas vezes o político recorre para postergar um resultado negativo. A lentidão do judiciário em concluir julgamentos deve-se, em parte, ao excesso de recursos. Foto: Gil Ferreira/SCO/STF/Notisul
A ministra ressaltou que muitas vezes o político recorre para postergar um resultado negativo. A lentidão do judiciário em concluir julgamentos deve-se, em parte, ao excesso de recursos. Foto: Gil Ferreira/SCO/STF/Notisul

Tubarão

Domingo é um dos dias mais importantes para cada cidadão brasileiro. É quando serão esclhidos os prefeito, vices e vereadores de cada cidade. Expressão máxima da democracia, ir à urna, mesmo para quem não tem a obrigação de comparecer, é um de pura cidadania, um direito conquista com sangue e suor no Brasil.

É a chance de lutar por mudanças. A estimativa da justiça eleitoral é de que 100% dos prefeitos e vereadores eleitos de todo o país serão conhecidos até as 22 horas. Também será uma eleição atípica, especialmente em função da modificação da legislação, com a validade da Lei da Ficha Limpa.

É importante que o eleitor tenha consciência do seu voto e levem em consideração as “consequências” de optar por candidatos “ficha suja”. No país, conforme levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 2.152 dos 465.414 candidatos a prefeito e a vereador têm o registro de candidatura questionado no órgão com base na Lei da Ficha Limpa.

Eles aguardam decisão do tribunal sobre se poderão assumir os cargos caso sejam eleitos. Nesta sexta-feira, a presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, reiterou que os candidatos que já tiveram o registro indeferido, pelo juiz de primeiro grau e pelo tribunal regional de cada estado, têm grandes chances de terem o pedido de revisão de sentença negado no TSE.

“Se o candidato já teve decisão negativa nas dias primeiras instâncias, dificilmente irá conseguir reverter no TSE, mas é preciso reforçar que a contestação é legítima, um direito. Por isso a importância de o eleitor em considerar esta questão, pois pode ser seu voto anulado por tabela”, afirmou Carmem Lúcia.

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