Laguna
Dos 15 suspeitos de praticarem os crimes de lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, peculato, apropriação indébita e falsidade ideológica em 2009, em Laguna, dos quais quatro receberam na última semana mandados de prisão temporária, um deles ainda continua sem se apresentar à polícia.
“Estamos em diligência para cumprir este mandado de prisão que continua em aberto”, informa o delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Cidade Juliana, Rubem Thomé.
O trio de suspeito já detido é formado por homens de 34, 40 e 54 anos, que são investigados pelo crime de associação criminosa, por meio da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), estão com os bens e valores bloqueados.
O grupo criminoso desviou a maioria dos valores de subvenções sociais do estado, na época, destinados a 29 associações de Laguna. Os valores representam aproximadamente de R$ 3,5 milhões. Já foram identificados seis veículos e três imóveis em poder dos suspeitos.
“Além disto, dois desses suspeitos constituíram previdência privada com valores desviados das subvenções”, destaca o delegado Rodrigo Schneider.
A ação foi comandada e as medidas representadas pela autoridade policial do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) da DEIC.
Há mais de três anos a confirmação de que, após extensa investigação e auditoria do governo catarinense, existiam milhões a serem resgatados de entidades que receberam verba pública e nunca comprovaram a correta aplicação do dinheiro, colocou em xeque a transparência e idoneidade das subvenções sociais.
Prestação de contas
Em abril de 2011, a secretaria estadual da fazenda, na época responsável pela liberação das subvenções sociais, chamou mais de mil entidades para prestar contas do dinheiro que receberam em 2009, ano em que R$ 63,9 milhões doados pelos contribuintes ao Fundo Social foram repassados à sociedade por meio de 5,3 mil processos. Do total de instituições, 111 terão que devolver os recursos integralmente aos cofres do estado. Todas passaram por auditoria e não conseguiram comprovar a aplicação do dinheiro.
Cidades do sul
O que chama a atenção neste caso é que, das 111 entidades, 107 são do sul de Santa Catarina. No topo, está Laguna, onde as entidades, juntas, terão que reembolsar R$ 3,2 milhões ao estado. Na sequência, aparecem Imbituba, Braço do Norte, Capivari de Baixo, São Martinho e Tubarão. Até que a situação seja regularizada, todas as instituições relacionadas estão impedidas de receber verba pública.