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Vereador se apresentará ao Cartório Eleitoral

O vereador Thiago Machado (PMDB) nega a acusação de compra de votos
O vereador Thiago Machado (PMDB) nega a acusação de compra de votos

 

Angelica Brunatto
Tubarão
 
O vereador Thiago Machado (PMDB), de Imbituba, acusado de compra de votos  durante convenção do partido, deve comparecer hoje ao Cartório Eleitoral. Ele foi chamado para buscar alguns documentos. 
 
Ontem, Thiago esteve em Florianópolis, onde participou de reunião do partido que definiu que convenção da última sexta-feira não será anulada. “Acredito que estejam agindo de má fé. Não tenho nada a temer”, defende-se o parlamentar.
 
Conforme o votado na convenção do PMDB, Thiago havia sido apontado como vice-prefeito na chapa encabeçada por Christiano Lopes de Oliveira (PSD). Até aí tudo bem. O problema é que o número de votantes é maior do que o de assinaturas na ata. De acordo com relatos de demais vereadores, Thiago teria pago R$ 20 mil para que fosse o escolhido.
 
E, para apurar estas irregularidades, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) poderá ser aberta na câmara de vereadores. Na sessão da noite de segunda-feira, foi feita a leitura do processo que está na justiça. Até mesmo a cassação do vereador é cogitada. 
 
Uma folha de agenda escrita a mão, supostamente de autoria do parlamentar, comprovaria a propina. As anotações ainda citam o nome de uma pessoa para ocupar um cargo na câmara com salário de R$ 1 mil. Por isso, foi solicitada a realização de um exame grafo técnico para confirmar se a letra é mesmo do vereador. “Eu tenho apenas dois assessores. Um recebe R$ 700,00 e outro R$ 800,00”, afirma Thiago.
 
Parlamentar será notificado
O vereador imbitubense Dorlin Nunes Júnior (PSDB) pediu que funcionários da câmara de vereadores notifiquem o parlamentar Thiago Machado para que apresente a sua defesa. Desta forma, a câmara poderá tomar as medidas cabíveis.
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