Jailson Vieira
Tubarão
A sessão extraordinária realizada na Câmara de Vereadores ontem, às 10 horas, em Capivari de Baixo, solicitada pelo prefeito Moacir Rabelo (sem partido), não teve o desfecho esperado pelo gestor em um primeiro momento.
Rabelo enviou, há alguns dias, dois projetos para serem analisados e votados: a abertura de crédito suplementar e um pedido de reparcelamento de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), e que até então não tinham sido apreciados pelos representantes do legislativo.
De acordo com o chefe do poder executivo, sem as aprovações será difícil fechar o ano. “É necessário que os vereadores aprovem, pois precisamos da dotação orçamentária para pagar os fornecedores, salários de funcionários e realizar melhorias na cidade. Caso contrário, quem acaba pagando a conta é a população”, alerta o gestor.
Moacir afirma que sem o deferimento de mais de R$ 2,2 milhões, diversos setores serão prejudicados de alguma forma. Já o pedido de reparcelamento ocorreu por causa de uma dívida existente no período de 1993 a 2006. E um débito de R$ 3,6 milhões é recorrente da falta de pagamento do FGTS.
Conforme o presidente da Câmara, Jean Rodrigues (PSDB), para que ocorra a aprovação na Casa todos os itens deverão ser descritos em solicitações separadas. “Não devemos aprovar se não temos conhecimento. Não se pode chegar, entregar tudo junto e no meio ter algo diferente. Temos que agir com muita cautela e não movidos a interesses políticos. Temos que ser coerentes com a coisa pública”, observa o presidente.
A decisão para o deferimento ou indeferimento do FGTS ficou para a próxima segunda-feira, já o pedido do crédito suplementar deverá ter cada item apresentado de maneira separada.