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Viva a Mãe de Deus e nossa!

 

Dia 12 de outubro lembramos o dia da criança, o “descobrimento” da América por Cristóvão Colombo e, com muita alegria, nós, brasileiros católicos, lembramos e celebramos solenemente o dia da protetora da igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
 
A história de Nossa Senhora Aparecida tem seu início em 1717, quando D. Pedro de Almeida, governador da Província de SP e MG, iria passar pela Vila de Guaratinguetá. Convocados pela câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.
 
Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça. Logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça. Em seguida, lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede. 
 
A imagem tirada das águas é de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. Porém, algo novo: a imagem é de cor negra. Num contexto em que a escravidão vitimava tantos negros, Maria aparece negra, como tantos de seus filhos. Em tantas outras aparições da Virgem Maria, ela sempre se dá a conhecer com características daqueles que rogam por sua proteção, seja índios, negros, camponeses. 
 
A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual, usando de amor à Virgem, fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. O espaço tornou-se pequeno.
 
A construção da atual Basílica teve início em 11 de novembro de 1955. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo papa João Paulo 2º e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional sendo o maior Santuário Mariano do mundo.
 
Ao celebrarmos Maria, sabemos que a salvação do homem consiste na comunhão com Deus, comunhão que é concedida através do encontro existencial com Jesus Cristo. Por isso, a salvação é sempre a salvação em Cristo. A salvação consiste neste “estar em”. A Mãe do Senhor, que celebramos hoje, constitui importante ponto de referência neste empreendimento. Esteve unida a ele de maneira única não só no plano biológico, mas também – e sobretudo – no plano espiritual, religioso e existencial.
 
Aquele que em seu espírito, em sua espiritualidade e conduta prática se aproxima o mais possível de Maria, também se encontra numa estreita relação com Cristo e se coloca realmente no seu seguimento, que conduz a Deus. Maria não é meta da existência cristã, mas é seu modelo e, neste sentido, é insubstituível.
 
Neste dia em que celebramos aquela que disse “Faça-se em mim a vontade de Deus”, peçamos que ela interceda por nosso país, e que seja exemplo de disponibilidade e serviço para todos os homens e mulheres de boa vontade que queiram fazer do Brasil um país mais justo, e, assim, possamos, de fato, cantar juntos, com voz forte: “Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!” 
 
Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós e por nosso país!
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