Zahyra Mattar
Tubarão
O assunto é polêmico e complicado. O caso levantado pelo Notisul no dia 26 do mês passado, sobre o fato de 111 entidades catarinenses terem que devolver verba de subvenção, repassada em 2009, não significa necessariamente que estas instituições agiram de má fé.
É certo dizer, contudo, que não conseguiram comprovar o investimento da totalidade da verba com a qual foram beneficiadas. Pode ter faltado uma nota fiscal, o serviço pleiteado pode ser diferente do feito na prática. Existem várias argumentações.
No caso do mês passado, quando as subvenções sociais ainda era um assunto tratado pela secretaria estadual da fazenda, exames periciais realizados pela Diretoria de Auditoria Geral da pasta apontaram uma série de irregularidades quanto aos recursos.
Em abril deste ano, a secretaria estadual da fazenda chamou mais de mil entidades para prestarem contas do dinheiro que receberam em 2009, ano em que R$ 63,9 milhões doados pelos contribuintes ao Fundo Social foram repassados à sociedade por meio de 5,3 mil processos.
Do total de instituições, 111 terão que devolver os recursos integralmente aos cofres do estado. Juntos, os valores chegam à cifra de R$ 6.389 milhões. Todas passaram por auditoria e não conseguiram comprovar a aplicação do dinheiro. O que chama a atenção é que, das 111 entidades, 107 são do sul catarinense.
Outras duas são de Balneário Camboriú e mais duas de Santo Amaro da Imperatriz. A secretaria executiva de supervisão de recursos desvinculados, agora responsável pelos repasses, não confirma quantas destas instituições já devolveram o dinheiro, nem mesmo se reembolsaram o estado.
