
Tubarão
Ao comemorar 17 anos, neste sábado, de administração privada em Santa Catarina, a Ferrovia Tereza Cristina (FTC) assumiu o desafio de trabalhar o modal ferroviário no sul do estado, com foco no transporte de carvão da região carbonífera para o Complexo Termelétrico Jorge Lacera, em Capivari de Baixo.
De lá para cá, a empresa superou 45,3 milhões de toneladas transportadas, investiu mais R$ 50,7 milhões na modernização de locomotivas, vagões e equipamentos para oficinas, recuperação de vias permanentes, sinalização, segurança de passagens em nível, desenvolvimento de softwares de gerência operacional, adequações ambientais, capacitação do quadro de colaboradores e em programas de responsabilidade social, voltados a contribuir para a qualidade de vida das comunidades lindeiras.
Com uma malha ferroviária de 164 quilômetros, a FTC passa por 14 municípios. A empresa está preparada para atender novas opções de cargas, com destino à exportação pelo Porto de Imbituba. A ferrovia tem acesso ao Criciúma Terminal Intermodal, posicionado estrategicamente no maior polo cerâmico do Brasil.
Tecnologias
O Sistema de Gerenciamento Ferroviário (Sigefer) garante a segurança das cargas e do cliente, que pode consultar, via web, desde o carregamento e deslocamento até a descarga dos produtos. A FTC também possui um sistema de rastreamento via satélite, para monitoramento dos trens, cujos dados são transmitidos, em tempo real, para o Centro de Controle Operacional (CCO).
Segurança
Os investimentos realizados, desde a privatização, possibilitaram a redução de mais de 97% no indicador de acidentes ferroviários. “Resultado obtido no compromisso da empresa e de seus colaboradores com a segurança, principalmente por meio do Programa Paz na Linha," ressalta o diretor-presidente da FTC, Benony Schmitz Filho.
Novos Projetos
A principal expectativa da FTC é a implantação dos projetos Ferrovia Litorânea e Ferrovia Leste-Oeste, que além de integrá-la à malha ferroviária nacional, se constituirão em importantes corredores de cargas, ao permitir ampliar o acesso ferroviário aos portos e ao extremo oeste do estado. Esta ampliação proporcionará o transporte de muitos outros produtos.
Estrutura
• 164 km de linha férrea
• 11 locomotivas
• 466 vagões
• Monitoramento da frota via satélite
• Oficinas de manutenção de locomotivas, vagões e via férrea
• Acesso ao Porto de Imbituba
• Controle operacional, administração e sistema de ocorrências ferroviárias, informatizados