Início Opinião 43 anos da enchente de 1974

43 anos da enchente de 1974

Maurício da Silva
Professor e mestre em Educação

Dia 24 de março de 2017, fará 43 anos da enchente que vitimou 198 pessoas na Cidade Azul, desabrigou 65 mil, destruiu a cidade e causou prejuízo de atualizados 7 bilhões de reais.

O rio Tubarão assoreado e os eventos climáticos extremos, somados ao fenômeno da recorrência, tornam iminente outra tragédia, com proporções maiores que a de 1974, devido ao adensamento populacional, sobretudo, ao longo das margens do rio.

Se ocorrer, não mais será fatalidade, como em 1974 e anteriores, mas criminosa omissão, tantos são os alertas do próprio rio (que saiu do leito em 2010), as tecnologias que permitem prevenção e os milhões de reais – desperdiçados pela incompetência ou drenados para a corrupção – que poderiam financiar obras essenciais que evitam ou minimizam efeitos.

Depois da retificação, em 1982, o único movimento concreto era se dirigir para as margens do rio quando as águas subiam e tão logo baixavam, voltar a agir como se nunca tivesse ocorrido enchentes em Tubarão (há registro de diversas, antes da de 1974) e como se outra não fosse ocorrer.

Foi por meio dos Seminários, em cumprimento à Lei Nº3289/2009, que Prefeitura, por meio da Defesa Civil, Conselho Municipal de Segurança, Câmara de Vereadores, Associação de Engenheiros e Arquitetos e entidades afins uniram-se para sensibilizar as autoridades sobre a premência dos investimentos.

Na nona edição, a ocorrer este ano, dia 24 próximo (aniversário da tragédia), no auditório da Amurel, a partir das 08h30min, far-se-á prestação de contas do que se avançou, apontando-se o que é preciso avançar para que outra tragédia não ocorra.

Assim, após breve pronunciamento das autoridades, será apresentado um vídeo com imagens da inundação de 1974 e o impacto socioeconômico nos dias atuais.
Na sequência, Rodrigo Moratelli, Secretário de Estado da Defesa Civil e representantes da FATMA Regional discorrerão sobre os Projetos Executivo e Ambiental e Licenciamentos para Redragar o rio Tubarão.

Claudemir Souza dos Santos, coordenador da Comissão que acompanha os ditos projetos e aponta a necessidade de estudos sobre obras complementares, fará ampla abordagem sobre a Barra do Camacho – canal extravasor do rio.

O Sistema de Monitoramento do rio será apresentado por Rafael Marques, Superintendente Técnico da Agência Reguladora de Saneamento de Tubarão. Joel Avruch Goldenfum, Pós-Doutor em Drenagem Urbana no INSA- Lyon- G França, apresentará os estágios do Plano de Macrodrenagem do Município de Tubarão.

Como o Município foi castigado, principalmente, pela inundação de 1974 e pelo vendaval de outubro de 2016, o metereologista Maurici Amantino Monteiro, abordará o tema: Tubarão e os Eventos Climáticos Extremos.

Participe (ajude e exija) ou mais vidas e patrimônios públicos e privados irão, novamente, rio abaixo.

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