Início Segurança 6 são presos acusados de participação em latrocínio em Treze de Maio

6 são presos acusados de participação em latrocínio em Treze de Maio

Treze de Maio/Içara/Criciúma/Jaguaruna

Sete mandados de prisão e quatro de busca e apreensão relacionados ao latrocínio de Geovani De Pieri Bardini, de 30 anos, registrado em Treze de Maio no último dia 21 de junho, foram cumpridos nesta quinta-feira pela Polícia Civil da região. A vítima foi morta a tiros durante o roubo de seu veículo, um Fiat Uno. A operação iniciou ainda na madrugada desta quinta-feira (3), por meio de uma ação conjunta entre a Delegacia de Polícia de Jaguaruna, Delegacia de Treze de Maio e Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Tubarão, com o apoio da Delegacia de Sangão e DIC de Criciúma.

O cumprimento dos mandados ocorreu nos bairros Jussara e Jaqueline, em Içara, e nos bairros Cristo Redentor, Santa Luzia e Centro, em Criciúma. Seis investigados, cinco homens e uma mulher, com idades entre 21 e 60 anos, foram conduzidos à Delegacia de Jaguaruna (comarca para Treze de Maio), onde prestaram declarações durante todo o dia. Durante as investigações, apurou-se que os sete conduzidos ou têm participação direta com o crime ou possuem conhecimento da autoria do fato. Os mandados requeridos pela autoridade policial e expedido pela autoridade judiciária são de prisão temporária, neste caso de 30 dias por tratar-se de crime hediondo, e com possível  prorrogação por igual período. Os trabalhos de investigação foram concentrados pela Delegacia de Treze de Maio, com apoio de policiais civis de Jaguaruna, coordenados pelos delegados Isabel Cristiane Fauth (titular de Jaguaruna) e William Cezar Sales (titular da DIC de Tubarão).

Geovani era morador da comunidade de Santa Cruz, em Treze de Maio, trabalhava na agricultura e celebrava o sonho de concluir a graduação em Direito. Ele foi assassinado um dia depois de ter sido aprovado no difícil exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que oficializa a vitória de alcançar a profissão de operador do Direito.

Geovani estava cheio de planos para a nova etapa da vida, porém, um crime interrompeu sua caminhada rumo à tão esperada carreira. Motoristas que trafegavam na SC-442 encontraram  o corpo do jovem por volta das 7 horas daquele cinzento 21 de junho. Esta rodovia liga Treze de Maio à BR-101. O local fica a aproximadamente dois quilômetros da região central do município e há muitos pontos sem qualquer tipo de habitação. O Corpo de Bombeiros Voluntários de Jaguaruna chegou a ser acionado, mas quando chegou ao local constatou que a vítima estava sem os sinais vitais. O Instituto Geral de Perícias (IGP) e o Instituto Médico-Legal (IML) foram acionados para fazer a análise e recolher o corpo.

De acordo com informações do policial civil responsável pela delegacia de Treze de Maio, Júlio César, trata-se de um latrocínio (roubo seguido de morte). O trezemaiense retornava da pós-graduação em Direito Civil na Unisul, em Tubarão, quando foi abordado e atingido com um tiro na cabeça. O corpo foi deixado em uma vala à margem da SC. O automóvel do jovem, um Fiat Uno branco, foi encontrado no loteamento Jussara, em Içara – onde houve cumprimento de mandado nesta quinta. O caso segue sob investigação.

Morte causou comoção entre a comunidade
O crime chocou os moradores de Treze de Maio e região, principalmente aos amigos e familiares, que expressaram sentimento de tristeza e indignação com a forma em que ocorreu a morte de Geovani. Mensagens de conforto à família e lembranças de bons momentos foram compartilhadas nos perfis das redes sociais do agricultor.

A jovem Nelize Aparecida de Souza era uma grande amiga de Giovani e foi uma das últimas pessoas a conversar com o recém-formado, que transbordava alegria com a aprovação na prova da OAB. “Ele me contou que estava muito feliz por ter conseguido passar na Ordem, e que não sabia ao certo o que iria fazer ainda, mas tinha muitos planos e sonhos. Éramos muito amigos e o vazio no coração que estou sentindo nesse momento é enorme. Conversávamos todos os dias. Ele era muito prestativo e solícito. Era como um irmão para mim”, lamentou a amiga no dia do crime.

Conhecido por sua alegria e simpatia, Geovani era filho único e morava com a mãe na comunidade de Santa Cruz, onde recém tinha finalizado a casa nova. Comprometido com o trabalho e os estudos, também era uma pessoa de fé e participava das atividades da Igreja Católica, além de atuar como ministro do dízimo no seu bairro. Ele também fazia parte da liturgia e outras atividades religiosas. O velório ocorreu na capela São José, no centro de Treze de Maio. A missa de corpo presente foi realizada na igreja da comunidade de Santa Cruz, onde foi sepultado.

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