Priscila Loch
Braço do Norte
Foi inevitável! Os médicos do Hospital Santa Teresinha, em Braço do Norte, suspenderam os atendimentos que não forem realmente urgentes. Um aviso na entrada da instituição anuncia: serão recebidas somente emergências, com risco de morte.
A crítica situação é motivada pela falta de dinheiro para pagar os salários dos plantonistas e tem sido discutida desde a semana passada. O recurso deveria ser repassado pelas prefeituras da região, mas duas delas estão em atraso.
A prefeitura de Braço do Norte deve dois meses, R$ 50 mil no total, e a de Grão-Pará não efetua o repasse há cinco meses – mais de 28 mil tudo. Na Capital das Molduras, a administração municipal garante que não é possível destinar uma quantia maior.
Juntos, os mais de dez médicos recebem em torno de R$ 60 mil ao mês – a hora por profissional custa R$ 80,00. O plantão funcionava normalmente até terça-feira, mas a temida medida drástica precisou ser tomada pela direção do HST, para evitar que a situação financeira dos demais setores também fosse atingida.
