Tenho residência fixa no interior de Gravatal há seis anos, mas convivo com a Terra das Águas Termais há pelo menos 30 anos e, mais intimamente há pelo menos 13 anos. Sou casado com uma portentosa e bela moradora do Pinheiral – Braço do Norte – de onde também me considero morador de fim de semana desta última e atual década. Logo, conheço um pouco e tenho compromissos e interesses na região da Amurel. Além de sítio, terra, vizinhos, mulher e sogra.
Faço um preâmbulo “light”, pois o momento nacional é tenso, positivamente e, felizmente, novo e renovador para a cidadania brasileira. Também tenso, positiva, tardiamente de cobrança e denúncia das más práticas políticas dos eternos profissionais das urnas, mandatos e eleições daqui na região e de muitos mais rincões (ou seriam currais) eleitorais brasileiros. Logo torço e luto por renovação da classe política nacional em todos os níveis e de quase todos os seus membros e atitudes. Há algumas décadas na minha Caxias do Sul do século 20 e aqui no Pouso Alto, Pinheiral e região, neste bom e ainda adolescente século 21.
Falo e escrevo sobre a honra de ser vereador de tempos que pareciam esquecidos e dominada a sua possível e justa volta pelos profissionais da “paparicagem” política aos executivos das últimas décadas. Dos deputados que se queixavam com razão de aceitarem um ou dois mandatos de sacrifício para a representação e defesa do povo regional, fruto de seu quase sempre espírito público, que todos temos e de alguma boa dose. Dos senadores que iam ao congresso representar o estado de origem, e não testarem-se politicamente nas urnas em mandato de oito anos (com suplentes financiadores ou da família) e, claro e principalmente, para na eleição de meio do mandato, arriscar mais naco de poder com possível eleição de governador, sem entregar o poder de senador ao povo, ao segundo colocado ou a história dos traidores.
Isto está felizmente e lentamente mudando na cabeça e paciência do povo/eleitor brasileiro.
Mas falta muito e devemos/podemos no meio desta história a ser escrita de 2013 em diante, arriscarmo-nos e ajudar a mudar a política que aí está, esteve e tanto mal nos fez e faz.
Chega dos que dizem nos ajudarmos a tanto tempo e, assim mesmo enriquecem.
Chega dos que a qualquer oportunidade e cargo que apareça para disputar (ou seria ‘disputear’) estão ou estarão de plantão e às ordens (de quem cara pálida), na defesa e no interesse do povo/eleitor, mas nos bastidores e “na real” assinam PEC-379 (e depois votam contra), PEC-33, não ao voto aberto, não à reforma tributária, a trabalhista, a sindical, a política, a que não seja de ‘tapariu’, a cidade imaginária que o professor meu criou para que lá refestelarem-se todos, entre seus iguais da velha política nacional.
E chega de herdeiros, de apaniguados, de repetições de salvadores da pátria, de corporativismos que amedrontam os covardes/profissionais, de super-homens públicos. Eles (maioria) fizeram pouco e custam muito caro. Que descansem, por ora, não ainda em paz.
