Wagner da Silva
Rio Fortuna
As divergências políticas em Rio Fortuna esquentaram a última sessão da câmara de vereadores, nesta terça-feira. O motivo foi a prestação de contas feita no dia anterior pelo prefeito Silvio Heidemann (PP). Na segunda-feira, ele e os secretários Romírio Schueroff (transportes e obras) e Fabrício Willemann (agricultura) responderam as criticas à administração, feitas na semana passada pelo ex-prefeito Neri Vandresen (PMDB).
Silvio diz evitar falar de outras administrações e defende os secretários. Segundo o prefeito, a dupla presta um serviço exemplar ao município. “Fomos provocados. As estradas são nossa prioridade e recebem manutenção sim. Na agricultura, mais de 200 produtores foram atendidos este ano. Não conseguimos fazer tudo, mas com certeza as coisas estão muito melhores do que as observadas na gestão passada”, alfineta.
O prefeito pontua ainda que a administração é sempre destaque pela organização. Um exemplo, cita, é o que ocorreu na última semana quando a Defesa Civil elogiou a equipe da prefeitura por manter as rodovias em bom estado, apesar da excessiva chuva. Silvio também salienta o ocorrido na avenida Sete de Setembro. A estrada foi inaugurada e pouco tempo depois precisou de manutenção. “Enquanto ele (Vandresen) crítica, nós trabalhamos”, dispara.
A vereadora de oposição Leonete Schuelter (PMDB) saiu em defesa da administração do ex-prefeito Neri Vandresen. Ela avisa: não aceitará críticas. “Quando uma prefeitura deixa de lado sua capacidade de trabalho e questiona a outra administração, é impossível ficar calada. Posso citar ações que estão no plano de governo (de Silvio) que até agora não saíram do papel. Não podem nem dar a desculpa de falta de recurso. Até porque a prefeitura de Rio Fortuna fechou 2009 com um valor significativo em caixa”, rebate a vereadora.
Presidenta do legislativo, Arlete lamenta os últimos ocorridos. “O debate político deve existir, mas o legislativo deveria trabalhar projetos para oferecer coisas boas ao município. Estamos com o Plano Diretor engavetado desde 2009, por exemplo, e ainda perdemos tempo para discutir picuinhas políticas. É dose”, considera.
