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Adolescente é degolado na praia

Nas redes sociais, Vinícius Zanetta recebeu milhares de mensagens de colegas e conhecidos lamentando a morte violenta  -  Foto:Arquivo de família/Notisul
Nas redes sociais, Vinícius Zanetta recebeu milhares de mensagens de colegas e conhecidos lamentando a morte violenta - Foto:Arquivo de família/Notisul

Silvana Lucas
Laguna

Vinícius Zanetta, 16 anos, foi encontrado morto na Praia da Galheta, em Laguna, na manhã de ontem. O número de homicídios na região chega a oito neste início de ano. O número é bem superior ao mesmo período do ano passado, quando duas pessoas foram assassinadas.

A violência com que o jovem foi morto chamou a atenção dos policiais e também da população, por lembrar cenas divulgadas pelo Estado Islâmico. O adolescente de Tubarão foi morto com vários golpes de faca e facão na cabeça, no abdômen e no pescoço.

Para as autoridades policiais que presenciaram o recolhimento do corpo pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), por muito pouco ele não foi decapitado. Mais da metade da cabeça esta solta e havia diversos cortes e outros indícios que evidenciam que o crime possa ter o envolvimento de mais de um autor.

O corpo foi encontrado por volta das 11h30min, depois que um boletim de ocorrência foi registrado por um homem, na Cidade Azul, que relatou que ele e Vinícius foram sequestrados por três rapazes, agredidos e ameaçados de morte, até serem levados à praia.

O rapaz também revelou que os criminosos os encontraram próximo da Catedral de Tubarão, por volta das 19 horas. Já na Galheta, ele conseguiu fugir após quebrar o vidro do carro e correu até uma residência, onde pediu socorro. Mas o amigo foi levado até a areia e não conseguiu escapar.

As investigações
A Polícia Civil (PC) encontrou algumas peças automotivas ao longo da estrada, provavelmente do carro usado pelos criminosos ao saírem do local em alta velocidade. O delegado responsável pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Laguna, Rubem Thomé Filho, revela que várias informações já foram levantadas, como suspeitos e motivações para o crime.
“Inicialmente, temos informações de que a vítima era conhecida da namorada de um dos autores, que não gostou desta aproximação e por ódio teria cometido este crime. Não encontramos nada que identifique acerto de contas por drogas ou qualquer outra ilegalidade. Este homicídio está mais relacionado a um crime passional, mas as investigações ainda estão no início”, detalha.

 

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