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Advogada de Tubarão alerta para tráfico de pessoas após evento no Vaticano

FOTO Divulgação, Notisul

TEMPO DE LEITURA: 4 minutos

A advogada tubaronense Gabriela Mendonça representou o Brasil no 12º Dia Internacional de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, realizado em fevereiro no Vaticano, na Itália. De volta a Tubarão, ela levou o debate à Câmara de Vereadores e alertou que o crime também ocorre em Santa Catarina.

A participação no Legislativo municipal ocorreu a convite do vereador Mateus Madeira (PT), onde a advogada compartilhou experiências e reforçou a necessidade de atenção ao tema na região.

Crime está mais próximo do que se imagina

Durante entrevista, Gabriela destacou que o tráfico de pessoas não é uma realidade distante.

“Ele acontece na nossa localidade, no nosso estado”, afirmou, ao citar casos recentes, como o de uma mulher estrangeira atraída por falsa oferta de trabalho e posteriormente explorada.

Segundo ela, a percepção de que o crime ocorre apenas em outros países contribui para a subnotificação e dificulta o enfrentamento.

Evento reuniu representantes de vários países

O encontro no Vaticano reuniu representantes internacionais para troca de experiências e estratégias de combate ao tráfico de pessoas.

“Foi um evento internacional, onde conseguimos entender como cada país atua”, explicou.

De acordo com a advogada, o crime se adapta conforme o contexto social e cultural de cada região, o que exige respostas específicas.

Formas de exploração variam conforme o país

No Brasil, as principais formas identificadas são:

  • Exploração sexual
  • Exploração laboral

Já em outros países, também são registrados casos de:

  • Casamento forçado
  • Remoção de órgãos
  • Recrutamento de crianças para conflitos

“Cada localidade tem suas particularidades”, destacou.

Informação é ferramenta essencial de combate

Gabriela também ressaltou a importância da conscientização da população para identificar sinais e denunciar.

Ela atua como voluntária em iniciativas como a rede “Um Grito pela Vida” e colabora com ações da CNBB em parceria com órgãos federais.

Segundo a advogada, a mídia e produções culturais têm papel relevante na divulgação do tema.

“Onde há uma vítima, geralmente há outras”, alertou.

Orientação é denunciar suspeitas

A recomendação é que, diante de qualquer suspeita, a população busque apoio em instituições como:

  • Polícia
  • Ministério Público
  • Defensoria Pública
  • Lideranças comunitárias ou religiosas

A denúncia é considerada fundamental para interromper ciclos de exploração que muitas vezes permanecem invisíveis.

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