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A advogada tubaronense Gabriela Mendonça representou o Brasil no 12º Dia Internacional de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas, realizado em fevereiro no Vaticano, na Itália. De volta a Tubarão, ela levou o debate à Câmara de Vereadores e alertou que o crime também ocorre em Santa Catarina.
A participação no Legislativo municipal ocorreu a convite do vereador Mateus Madeira (PT), onde a advogada compartilhou experiências e reforçou a necessidade de atenção ao tema na região.
Crime está mais próximo do que se imagina
Durante entrevista, Gabriela destacou que o tráfico de pessoas não é uma realidade distante.
“Ele acontece na nossa localidade, no nosso estado”, afirmou, ao citar casos recentes, como o de uma mulher estrangeira atraída por falsa oferta de trabalho e posteriormente explorada.
Segundo ela, a percepção de que o crime ocorre apenas em outros países contribui para a subnotificação e dificulta o enfrentamento.
Evento reuniu representantes de vários países
O encontro no Vaticano reuniu representantes internacionais para troca de experiências e estratégias de combate ao tráfico de pessoas.
“Foi um evento internacional, onde conseguimos entender como cada país atua”, explicou.
De acordo com a advogada, o crime se adapta conforme o contexto social e cultural de cada região, o que exige respostas específicas.
Formas de exploração variam conforme o país
No Brasil, as principais formas identificadas são:
- Exploração sexual
- Exploração laboral
Já em outros países, também são registrados casos de:
- Casamento forçado
- Remoção de órgãos
- Recrutamento de crianças para conflitos
“Cada localidade tem suas particularidades”, destacou.
Informação é ferramenta essencial de combate
Gabriela também ressaltou a importância da conscientização da população para identificar sinais e denunciar.
Ela atua como voluntária em iniciativas como a rede “Um Grito pela Vida” e colabora com ações da CNBB em parceria com órgãos federais.
Segundo a advogada, a mídia e produções culturais têm papel relevante na divulgação do tema.
“Onde há uma vítima, geralmente há outras”, alertou.
Orientação é denunciar suspeitas
A recomendação é que, diante de qualquer suspeita, a população busque apoio em instituições como:
- Polícia
- Ministério Público
- Defensoria Pública
- Lideranças comunitárias ou religiosas
A denúncia é considerada fundamental para interromper ciclos de exploração que muitas vezes permanecem invisíveis.
