Florianópolis
A advogada tubaronense Fernanda Fleck Freitas (foto), de 28 anos, que estava presa desde janeiro deste ano, ganhou liberdade provisória ontem. Ela foi apontada pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Ministério Público como responsável pelo tráfego de informações e envolvimento na morte da agente prisional Deise Alves, na Grande Florianópolis, no ano passado.
Fernanda recebeu a notícia em uma audiência no fórum de São José, que faz parte de uma série de sessões onde nove réus são julgados pelos crimes de homicídio e formação de quadrilha.
A advogada é uma das acusadas. Ela estava detida no 8º Batalhão da Polícia Militar, em Joinville e deverá comparecer a todos os atos do processo, independentemente de intimação. Ao receber a notícia da revogação de sua prisão preventiva, Fernanda agradeceu e cumprimentou o juiz.
Quatro presos que pertencem ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC), acusados de ordenar o assassinato de Deise, acompanham as audiências por videoconferência da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Os demais réus comparecem pessoalmente às sessões, que estão agendadas até a próxima segunda-feira.
A agente prisional foi morta em outubro do ano passado por engano, no lugar do ex-diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, Carlos Alves, de 36 anos. O motivo seria por retaliação às normas impostas por ele enquanto comandava a unidade carcerária.
