
Lily Farias
Tubarão
Após paralisarem semanalmente, em dois dias, os trabalhos nas unidades de todo o estado, os analistas técnicos em gestão de educação agora decidiram aderir à greve por completo. Os profissionais atuam nos Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas), Centros de Educação Profissional (Cedup), colégios agrícolas e unidades escolares.
A principal reivindicação é o direito à gratificação de produtividade, que atualmente é direito apenas dos analistas lotados no prédio da secretaria de educação e do desporto (SED), em Florianópolis. A paralisação começou em 24 de setembro e não tem data para terminar.
Em Santa Catarina, 840 servidores estão à espera de uma resposta do governo. Na abrangência da gerência regional de educação em Tubarão, são 18 profissionais, dez deles na Cidade Azul. Todos trabalham no Cedup e estão de braços cruzados.
Conforme o diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe), Maurino Silva, há seis anos a categoria não tem reajuste salarial. Ele afirma que em agosto o secretário de desenvolvimento regional Haroldo Silva, o Dura, comprometeu-se em levar nossa manifestação ao governo estadual e ainda não tiveram uma resposta positiva.
“Não sei por que tanta demora. É sabido que o governo tem dinheiro, o que falta é justiça social para os servidores”, reclama Maurino.
Dura explica que não pode fazer muita coisa a não ser esperar. Por determinação do governador Raimundo Colombo, nenhuma reivindicação de grevistas será atendida até o segundo turno das eleições.
Autoridades ouvem os servidores
Os analistas técnicos em gestão de educação fizeram uma passeata ontem à tarde pelas ruas de Tubarão reivindicando por isonomia salarial. Eles foram até o prédio da gerência regional de educação (Gered) de Tubarão para conversar com a gerente Tereza Cristina Meneghel. Em resposta, ela foi enfática ao dizer que está solidária com os servidores e, a exemplo do secretário regional Haroldo Silva, o Dura, também não pode fazer nada a não ser esperar pelo fim das eleições, dia 28 de outubro.
“Iremos tentar ajudar da forma que pudermos, não iremos deixar ninguém sem uma resposta. Depois das eleições, todas as categorias serão atendidas”, afirma a gerente.
Dura foi procurado pelos servidores e entrou em contato por telefone com o secretário de estado da educação, Eduardo Deschamps, que garantiu levar a proposta para a assembleia legislativa.
“Mas não depende de mim. Eles queriam apoio, que eu levasse a mensagem ao secretário. Minha parte eu fiz”, esclarece Dura.
A tarde de ontem foi de manifestação em toda Santa Catarina. Na próxima terça-feira, os servidores se reunirão em Florianópolis para uma assembleia com o objetivo de definir o futuro da paralisação.