Pedras Grandes
Um pedido de recuperação judicial, feito na semana passada pela Indústria Farmacêutica Airela, foi mais uma tentativa da diretoria para que a empresa não feche as portas em Pedras Grandes.
O resultado foi a demissão de mais de 100 funcionários. Segundo o diretor comercial, Antônio Carlos Gomes, a medida é legal e visa a evitar a falência indústria. É uma possibilidade de apresentar, em juízo, aos seus credores, formas para quitar os débitos.
Atualmente, 14 pessoas atuam no setor de recursos humanos e contabilidade da fábrica. Há também um farmacêutico. Na avaliação de Antônio Carlos, a crise econômica no setor foi fator preponderante para a empresa ter que adotar uma manobra drástica, como a demissão de tantos colaboradores.
“Os genéricos sofrem com o aumento de descontos e o mercado reduz as margens de lucro. Combinado a isso, ainda há a alta carga tributaria”, lamenta o diretor comercial.
O destino da empresa é uma possível venda. Caso haja um comprador, Antônio Carlos acredita que os colaboradores poderão ser contratados novamente.
“Assim como os funcionários, nós também tentamos o possível para que a fábrica não feche. Mas tudo são hipóteses. Não existe como prever o que ocorrerá daqui para frente”, pontua.
Quanto ao pagamento dos mais de 100 demitidos, Antônio Carlos assegura que todas as obrigações trabalhistas serão cumpridas o mais breve possível.