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Aposentado acha irmã depois de 40 anos

Leopoldo procurou pela irmã Laura (foto em detalhe) por 40 anos.
Leopoldo procurou pela irmã Laura (foto em detalhe) por 40 anos.

Karen Novochadlo
Tubarão

Há quatro dias, o aposentado Leopoldo Crescencio, 68 anos, morador de Tubarão, procurou o Notisul com a esperança de localizar a irmã Laura Crescencio, que não vê há quase 40 anos. Graças aos esforços de um policial civil, conseguiu contato. Agora, só falta uma mãozinha para promover o reencontro.

O agente de polícia André Roseng Martins, da Academia de Polícia Civil, em Florianópolis, leu a reportagem no site do Notisul. E, emocionado com a história, foi atrás de possíveis familiares. Primeiro, ele acessou no sistema da polícia onde haveriam outras pessoas com sobrenome Crescencio. Telefonou para famílias no Paraná e no oeste catarinense. Depois, finalmente encontrou Márcia Adriana Crescencio, 44 anos, filha de Laura.

Márcia, quando recebeu o telefonema, acreditou que fosse um trote. Depois de ler a matéria do Notisul, mal pôde conter a felicidade. “Minha mãe sempre dizia que tinha família em Santa Catarina. Eu tentei procurar pelos meus familiares várias vezes pela internet, mas nunca encontrei”, comemora. A dona de casa mora em Tapes (RS) e a mãe em Porto Alegre (RS).
Os dois irmãos já se falaram pelo telefone e não veem a hora de um reencontro. Mas, para que isso ocorra, precisam de ajuda. “Minha mãe é aposentada e eu do lar. Não sei o que podemos fazer”, explica Márcia.
Leopoldo não contém a felicidade. “Tenho muitas saudades dela”, resume .

A história
Leopoldo Crescencio, 68 anos, foi separado da irmã , Laura Crescencio, 72 anos, ainda na adolescência. Os dois são órfãos de mãe e o pai foi para o Paraná, onde casou e constituiu uma nova família. Cada um foi criado por um parente diferente. Um dia, Laura foi embora para trabalhar para uma família no Rio Grande do Sul. Os dois perderam contato.
Leopoldo só voltou a ter contato com o pai décadas depois. Até pouco tempo, Leopoldo morava na cidade de São Martinho, onde nasceu. Hoje, ele reside com a esposa, Lindomar Gaspar Teixeira, em Tubarão.

Em busca de pessoas desaparecidas
O agente de polícia André Roseng Martins, da Academia de Polícia Civil, em Florianópolis, já encontrou quatro pessoas desaparecidas de Tubarão. “Alguns casos desses são fáceis de resolver. Tendo parâmetros de pesquisa e persistência de quem procura, consegue-se chegar à pessoa procurada, desde que essa deixe ‘rastros’”, relata André.
André recorda-se do caso de um homem, no bairro Congonhas, que estava longe de casa há mais de dez anos, devido a um desentendimento familiar. Ninguém sabia se ele estava vivo. André, a pedido de um amigo, fez uma busca e encontrou o desaparecido em Joinville. Houve até uma festa para comemorar a volta do tubaronense.

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