Zahyra Mattar
Tubarão
Os setores jurídico e administrativo da prefeitura de Tubarão já analisam a proposta de rescisão de contrato com a Caiuá, atual administradora do sistema de estacionamento rotativo no município. O secretário de segurança e trânsito, João Batista e Andrade, confirma a entrega do documento, feita ontem.
Porém, não revela o conteúdo, muito menos o valor proposto pela concessionária para quebrar o contrato. “Eu sou bacharel em direito, não contabilista. Então, prefiro esperar o financeiro analisar”, resume Batista, sem meias-palavras.
A concessionária assumiu a Área Azul definitivamente em junho de 2007, com um contrato para dez anos. Segundo o diretor da Caiuá, Helio Takeshi Mizubuti, já expôs ao Notisul em outra oportunidade, o investimento para adequar os espaços foi alto. Ainda faltam 74 meses para finalizar o contrato entre as partes.
Enquanto o acordo não sai, as 25 monitoras da Área Azul permanecem proibidas de emitir os avisos de irregularidades em veículos que excedem o tempo limite no estacionamento rotativo. A suspensão foi confirmada por liminar do juiz da vara da fazenda pública de Tubarão, Júlio César Knoll, no dia 4 de fevereiro.
Tanto o município quanto a Caiuá recorreram ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina. O pleno negou ambos os recursos. Desde então, a Guarda Municipal está incumbida de fiscalizar o trânsito. As monitoras podem, somente, vender os cartões de estacionamento.
