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Artilheiro ameaça deixar o Tigre

Artilheiro, Zé Carlos pede valorização -  Fernando Ribeiro/Criciúma E.C./Notisul
Artilheiro, Zé Carlos pede valorização - Fernando Ribeiro/Criciúma E.C./Notisul

 

Criciúma
 
A vitória sobre o Guarani, que manteve o Tigre na liderança da Série B do Campeonato Brasileiro, ficou em segundo plano em Criciúma. O atacante Zé Carlos, artilheiro da competição, com 16 gols, declarou que se sente desvalorizado no clube e que tem propostas de outras equipes, o que deixou incerto o seu futuro no Tricolor.
 
“Já tenho 29 anos e quatro filhos. Preciso pensar na minha valorização. Estou feliz aqui no Criciúma, mas se o clube não me valorizar, pode aparecer um outro time para fazer isto”, desabafou Zé Carlos, que exige um aumento salarial e aguarda uma resposta da diretoria do Tigre.
 
As declarações geraram a ira dos torcedores, que chamaram o jogador de mercenário. Parceiro de Zé Carlos no ataque, Lucca defendeu o companheiro. “Imagina se não fôssemos líder. A torcida não pode agir assim. Olha a campanha que fazemos: somos líderes do campeonato. Chamar o Zé Carlos de mercenário não dá. Olha o que o cara faz pelo clube”, indignou-se.
 
O diretor de futebol do Criciúma, Waldeci Rampinelli, minimizou as declarações do jogador, e afirmou que o artilheiro estava de cabeça quente. No entanto, o dirigente deixou claro que, se a proposta for boa para as duas partes, ele não irá criar empecilhos para a liberação.
 
Essa não é a primeira polêmica de Zé Carlos no ano. Durante o Catarinense, o atacante foi afastado após cobrar a equipe publicamente.
 
Na ocasião, ele admitiu ter problemas com o gerente de futebol do clube, Rodrigo Pastana. Porém, o jogador pediu desculpas pelo ocorrido e foi reintegrado ao grupo.
 
Criciúma faz nota de repúdio pelo assédio aos jogadores
O Tigre divulgou ontem uma nota oficial, onde repudia o assédio aos jogadores por alguns clubes. Segundo consta no comunicado, o repúdio é em razão da “forma inconsequente, imoral e desrespeitosa que alguns clubes, principalmente da Série A do Brasileiro, têm assediado seus atletas”. Conforme a nota, as ações têm prejudicado o dia a dia dentro do Criciúma.
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