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As rosas do mar do Rosa!

A informalidade no setor comercial da praia do Rosa cria um divisor para o desenvolvimento da atividade comum a formais e informações. Resultado: todos perdem
A informalidade no setor comercial da praia do Rosa cria um divisor para o desenvolvimento da atividade comum a formais e informações. Resultado: todos perdem

Zahyra Mattar
Tubarão

 
Quase todas as cidades da Grande Tubarão têm atrativos inigualáveis para alancar a atividade turística de forma sustentável e de maneira que gere renda o ano todo. Os investimentos que ocorrem no setor ainda não acompanham a demanda, mas aos poucos as cidades preparam-se e organizam-se. 
 
E neste aspecto Imbituba saiu disparado na frente. A Zimba integrou o trio de cidades turísticas que participou de uma pesquisa sobre a temporada de verão e o perfil do visitante, realizada pela Fercomércio.
 
O destaque da Capital Nacional da Baleia Franca é tamanho frente às gigantes do setor, que a Fercomércio efetuou um levantamento específico sobre a praia do Rosa, o principal chamariz da cidade. O principal ponto da pesquisa é quanto à hotelaria, à oferta de hospedagem, serviços e infraestrutura do lugar.
 
O que chama atenção no Rosa é que o potencial turístico do local divide-se entre empresas formais e informais: 51% dos empreendimentos estão inscritos no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, contra 49% informais.
 
A diferença entre quem atua de forma legalizada e quem faz da temporada de verão um bico reflete em outros setores da atividade como um todo. O melhor exemplo é quanto ao incremento obtido neste verão. As empresas legais saíram-se melhor. Em relação aos meses anteriores, houve alta de 13%.
 
E, na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 7%. Já os estabelecimentos informais disseram o inverso. Queda de 12% em relação aos meses anteriores e de 8% na comparação com a temporada passada.
 
Diferenças prejudicam o crescimento
Os valores cobrados pelas diárias na praia do Rosa, em Imbituba, frustram, em alguns casos, a real profissionalização do turismo local. Conforme o levantamento da Fecomércio, nas empresas formais o valor varia entre R$ 201,00 e R$ 400,00. Para as informais, as diárias são, na maioria, de até R$ 100,00.
A maneira com que os empreendimentos relacionam-se no meio virtual também traduz esta diferença acentuada. No geral, 97,3% das empresas formais dispõem de página na internet, enquanto a maioria das informais (51,4%) não.
Apesar destes divisores, em um item formais e informais concordam: a avaliação da gestão pública municipal e a estrutura e serviços que dão suporte às atividades turísticas da região são consideradas péssimas pela maioria (40%).
 
 
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