Início Geral Bolsonaro defende caminhoneiros, mas diz que greve tem que acabar

Bolsonaro defende caminhoneiros, mas diz que greve tem que acabar

O pré-candidato à Presidência da República e deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) manifestou solidariedade aos caminhoneiros, mas defendeu o fim da greve.

“A corda esticou demais, isso tem que parar, não adianta o Brasil parar, porque isso vai acabar com o país. Parabéns, vocês foram bem até o momento, mas temos que saber hora de cessar”, afirmou. 

A declaração foi dada na manhã desta terça-feira (29), durante uma reunião do Conselho Estadual de Pastores de Minas Gerais (CPEMG), na Igreja Batista Getsêmani.

Jair Bolsonaro é autor de um Projeto de Lei que penaliza manifestantes que bloqueiam as vias públicas. No entanto, recentemente, ele afirmou que se for eleito não cobrará multas dos caminhoneiros que participaram da greve. Para Bolsonaro, quem está bloqueando as vias são pessoas infiltradas do PT e do MST. 

“Eu continuaria e continuarei, se eu chegar lá, dando anistia para os caminhoneiros porque o governo está usando isso como uma maneira de força. Quando o MST para a rodovia, o governo não faz nada e lá atrás eu apresentei um projeto, em 2016 se eu não me engano, para criminalizar qualquer obstrução de rodovia. Os caminhoneiros não vinham fazendo isso. Onde porventura esteja bloqueado, a obstrução é de gente infiltrada”, declarou.

Segundo Bolsonaro, há mais de dois anos ele acompanha o problema dos caminhoneiros e sabe que a reivindicação é justa. Ele afirmou que, caso fosse ele que estivesse no poder, isso não estaria acontecendo e reafirmou não estar mudando de lado.

“Comigo não teria chegado a isso porque nós teríamos nos antecipado ao problema. Ninguém está mudando de lado, tudo tem um limite”, disse. 

Bolsonaro criticou o governo Temer. “Eu não considero o Temer. Ele é um presidente sem moral, envolvido em corrupção como o anterior, e ninguém acredita na palavra dele”, disse. 

O presidenciável também criticou a carga tributária brasileira. “A nossa carga tributária está impagável e extrapolou muito o razoável para o governo e, inclusive, não há contraprestação de serviço”, afirmou. 

Intervenção militar

Sobre os manifestantes pedirem intervenção militar, Bolsonaro afirmou nunca ter defendido essa tese, mas que considera o manifesto como uma forma de liberdade de expressão. “Eles pedirem a intervenção militar nas manifestações é uma liberdade de expressão. Podem pedir, eu nunca defendi essa tese porque não está garantida na nossa Constituição”, disse. 

Para ele, as pessoas sentem saudade do período militar. “O que eles têm saudades é do período militar. Tudo era bem diferente do que acontece hoje em dia. Tinha respeito, respeitava a família, tinha uma educação de qualidade, o emprego era pleno, a violência quase não existia em função do emprego. Eles querem paz, e o militar ou qualquer instituição fardada transmite para ele disciplina, então é isso que eles estão fazendo”, concluiu.

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