O presidente Jair Bolsonaro minimizou o avanço da aprovação de registros de defensivos agrícolas no país, agenda defendida pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Para o capitão reformado, se os agrotóxicos fossem “venenos” o Brasil não seria um dos maiores exportadores do mundo. Ele defende que o uso desses produtos é uma forma de manter a oferta de alimentos no mundo para suprir o crescimento populacional.
Os comentários foram feitos nesta quarta-feira (7), na saída do Palácio da Alvorada. Na defesa da política agrícola, Bolsonaro declarou que o Brasil é o país que menos utiliza os registros defensivos. “Se nós estivéssemos envenenando nossos produtos, o mundo não os compraria. Nós somos o país que menos usa agrotóxico na agricultura. Por que novos? Para substituir os anteriores”, declarou.
A declaração foi emendada por uma analogia sobre troca de veículos. “Quem não quer mudar de carro por um mais moderno? É o que fazemos. Usa-se menos. Inclusive, estive ontem em uma planta em Itapira (SP), onde sete novos produtos para combater o câncer estão sendo pesquisados ali. A mesma coisa se faz na Embrapa e em outros órgãos com novas coisas para combater algumas pragas”, sustentou.
O mundo, avalia Bolsonaro, não tem como, hoje, alimentar a população mundial. “Está chegando a 8 bilhões de habitantes. É muito bacana falar em alimento natural, sem agrotóxico, mas não tem como fazer isso para alimentar o mundo”, ponderou.
