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Briga no estádio: PM detalha caso do jogo entre Hercílio Luz e Atlético Tubarão

Major Josias e o comandante Lisboa visitaram a sede do Notisul na tarde de ontem  - Foto: Divulgação/Notisul
Major Josias e o comandante Lisboa visitaram a sede do Notisul na tarde de ontem - Foto: Divulgação/Notisul

Tubarão

A Polícia Militar teve papel importante no clássico entre Hercílio Luz e Tubarão, na tarde de domingo. Devido à briga no campo e a possibilidade de ela ir também para as arquibancadas, foi feito um trabalho para minimizar os danos. 

A convite do Notisul, o comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Tubarão, Silvio Roberto Lisboa, e o major Josias Severino, que coordenou a equipe da PM no estádio, participaram de uma entrevista ao vivo na página do Facebook e contaram o lado deles dos fatos no Estádio Aníbal Costa.

Segundo o major Josias, a PM foi contrária à mudança do setor da torcida visitante. “Os dirigentes do clube Hercílio Luz nos procuraram para uma modificação estrutural. De pronto, fomos contrários à tal mudança. Eles se comprometeram a arrumar o estádio nesse sentido, colocaram barreiras físicas entre as torcidas. E para nós, era temerário que as ficassem próximas. Na sexta-feira ainda impusemos mais algumas condições. Que dobrassem o número de seguranças e pedimos apoio para equipes de Florianópolis e Criciúma. Então, liberamos o evento”, revela. “O que não contávamos é que a situação se complicasse tanto dentro de campo”, completa.

De acordo com o comandante do 5º BPM, o grande equívoco foi que a confusão começou onde não deveria, no caso, entre os jogadores. “Um jogo importante, duas torcidas que amam seus times. Pessoas do bem. Famílias. Torcedores que nós conhecemos. Quando começa uma briga entre os jogadores, passa para o banco dos reservas, para diretoria e, para a torcida, é como se fosse um sinal verde”, explica Lisboa.

Josias revelou que já havia conversado com a arbitragem que só iriam intervir dentro de campo, caso fossem solicitados. Porém, eles entraram quando a briga tomou proporções maiores. “Passamos a intervir com a segurança, só para que pudéssemos garantir o fim da partida. Mas o que houve dentro e campo ressoou na arquibancada. Enfrentamento, arremesso de objetos. Começaram a forçar o alambrado pelo lado da torcida do Atlético Tubarão, que cedeu em partes.

A opção era proteger o alambrado que restava afastando os torcedores do Hercílio Luz. Utilizamos meios menos letais, como gás de pimenta e cassetetes para afastar aqueles torcedores mais agitados. Depois o jogo foi encerrado, e vimos por bem retirar a torcida do Hercílio que estava naquela arquibancada, pois a torcida do Tubarão iria aguardar entre 20 minutos e meia hora, para que não houvesse enfrentamento na rua. Que a torcida se retirasse do estádio”, conta. No entanto, um torcedor do Leão do Sul disse foi agredido sem motivos por um PM, levou cinco pancadas de cassetete na perna e spray de pimenta nos olhos. Saiu do estádio e registrou um boletim de ocorrência contra a PM, e lamentou o uso desnecessário da força entre uma multidão de crianças, idosos e mulheres.

Segundo a PM, não houve registro de feridos graves, apenas boletins de ocorrência por danos ao patrimônio público e por agressões. “Alguns torcedores também relataram ter sido vítimas do uso da força pela polícia, mas não foi possível identificar e nem prender ninguém naquele momento na confusão, mas avaliamos que os resultados ficaram dentro do protocolo. Agora temos que sentar e reavaliar as medidas preventivas”, destaca o comandante Lisboa.

Após o jogo, ele afirmou que irá pedir por torcida única nos próximos clássicos, e voltou a destacar a ideia. “Eu tenho amigos nas duas torcidas. E o que nós não queremos é expor as nossas famílias, os nossos amigos, os nossos colegas, a um risco desnecessário. A torcida única, não vai dar confusão. Não vou permitir que isso aconteça na cidade. Chega. A cidade não merece isso”, completa Lisboa. Apesar disso, não é a PM que decide se o jogo terá ou não torcida única, mas sim a Justiça Desportiva.

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