A condição fundamental para o crescimento sustentável da economia é a exportação. E a globalização é irreversível.
Há semanas atrás, a presidente Dilma andou declarando de que o governo fará uma política de câmbio flexível. Não deu detalhes do que seja esse câmbio flexível. A política conhecida é a do câmbio flutuante.
E os resultados a serem alcançados são muito simples de explicar. Com a exportação, (principalmente de manufaturado) a Nação cria posto de trabalho para atender a nova demanda. E gera também renda pela renumeração desse trabalho e de outros insumos. Mesmo não cobrando tributos sobre a exportação, o consumo interno gerado pela nova renda provocará aumento de arrecadação dos governos.
As importações também poderão gerar postos de trabalho e renda pelo processo de substituição de importação. Produzindo no Brasil a oferta precisará ser aumentada.
Para que esses benefícios ocorram será necessário que a taxa do câmbio seja mais ou justa. Isto é, mantenha relativa paridade com as demais moedas.
Quando o governo intervém na taxa, acaba criando mais dois problemas. O problema original, o problema da intervenção e um terceiro problema aleatório.
No ano de 2006, o câmbio era de R$ 2,18 por dólar. De lá para cá o governo usou a redução da taxa de câmbio para reduzir a inflação. Acabou destruindo exportação de manufaturado e ficou impedido de manter a taxa de juros Selic no nível internacional. Para deter as importações, promoveu forte aumento dos impostos de importação para mais de uma centena de produtos.
Para tentar segurar a inflação provocada pelo aumento dos gastos públicos, voltou a subir os juros da Selic. O aumento dos juros até certo ponto incentiva o mercado financeiro internacional a trazer moedas para o Brasil.
Para finalizar, quem estará ainda confiando no governo brasileiro.
