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Câmeras: 30 dias de funcionamento

As imagens das oito câmeras são acompanhadas da Central Regional de Emergência, no batalhão da PM. Cada equipamento gira 360 graus e monitora quatro pontos a partir do local onde estão instaladas.
As imagens das oito câmeras são acompanhadas da Central Regional de Emergência, no batalhão da PM. Cada equipamento gira 360 graus e monitora quatro pontos a partir do local onde estão instaladas.

Mirna Graciela
Tubarão

A inauguração da Central Integrada de Videomonitoramento, no Batalhão da Polícia Militar de Tubarão, ocorreu no dia 13 deste mês, mas neste sábado completa um mês de funcionamento das câmeras, instaladas na área central da cidade. Os oito equipamentos monitoram as ruas desde o dia 22 do mês passado.

Os resultados positivos já são evidentes, mas também é evidenciada a necessidade urgente de ampliar o sistema. O projeto foi feito para comportar 12 câmeras. Até agora oito estão instaladas.
“Quanto mais equipamentos, mais eficaz será o nosso trabalho no que diz respeito a prevenção de crimes e manutenção da ordem pública”, avalia o chefe da Central Regional de Emergência e do sistema de monitoramento, major Silvio Roberto Lisboa.

Neste primeiro mês de funcionamento, alguns delitos foram elucidados. Outras situações que já começavam a fazer parte da paisagem de Tubarão, como jovens fumando maconha na pista de skate, não voltaram mais ser flagradas.
Pequenos furtos também diminuíram. Após o funcionamento das câmeras, dois homens foram presos quando tentavam levar bicicletas. Por meio das imagens, eles foram reconhecidos e detidos.
No trânsito, os equipamentos têm ajudado de duas formas. Uma é quanto ao estacionamento irregular. A outra é em relação aos acidentes.

“A rua Padre Bernardo Freuser é um exemplo. Temos uma câmera em frente ao Hospital Nossa Senhora da Conceição, que nos dá uma geral desta via. Somente de um lado é permitido estacionar. Quando o outro é tomado pelos veículos, uma viatura se desloca até lá”, exemplifica Lisboa.
Em relação aos acidentes, o major destaca que as imagens gravadas servem para auxiliar a apurar as responsabilidades civil e criminal.

Ampliação do número de câmeras é essencial

Ladrões furtaram dois óculos, esta semana, da Joalheria e Ótica Alcidino, no centro de Tubarão. No local, no calçadão, uma câmera transmitiu toda a ação. Com uma pedra, um deles quebrou o vidro e conseguiu pegar os objetos. O bandido teve que derrubar o balcão, porque sua mão ficou presa.

“O trabalho da polícia foi imediato. Em menos de dois minutos uma viatura estava na joalheria. Isto nos dá sensação de segurança. Caso não tivesse a câmera, poderia ter sido bem pior”, considera a proprietária do estabelecimento, Eliane Fernandes.

Os rapazes somente não foram presos porque havia um carro à espera e a fuga foi rápida. Para o major Silvio Roberto Lisboa, chefe da Central Regional de Emergência e do sistema de monitoramento, se existisse uma câmera na esquina da ponte Dilney Chaves Cabral e outra em frente à Casa da Cidadania, o carro usado pelos criminosos teria sido identificado.

O furto na Joalheria e Ótica Alcidino, em Tubarão, foi flagrado pela câmera instalada no calçadão. O ladrão teve que empurrar o balcão porque seu braço ficou preso. Foto: Polícia Militar de Tubarão/Notisul

Empresários irão se mobilizar para adquirir mais equipamentos

A previsão inicial é o sistema de videomonitoramento de Tubarão seja ampliado a partir de janeiro do próximo ano. A afirmação é do tenente-coronel Vânio Luiz Dalmarco, coordenador do sistema de videomonitoramento urbano da secretaria estadual de segurança pública (SSP).
Por outro lado, a classe empresarial da Cidade Azul mostra-se mobilizada para ajudar. Cada câmera custa em torno de R$ 16 mil.

“Vamos viabilizar uma reunião com o comando da PM para definir os outros pontos de maior necessidade. Com certeza, faremos uma mobilização para adquirirmos mais câmeras. Isto começará a ser articulado no próximo mês”, antecipa o presidente da Associação Empresarial de Tubarão (Acit), Eduardo Nunes.
Conforme ele, um convite será feito à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para unir esforços e efetuar a compra de mais equipamentos o mais rápido possível.

“Acredito que podemos conscientizar os empresários para uma participação efetiva nesta importante causa”, declara o presidente da entidade, Felipe Antunes Nascimento.
Na Região Metropolitana de Tubarão, Garopaba, Imbituba, Laguna, Capivari de Baixo, São Ludgero e Braço do Norte também já possuem sistema de videomonitoramento.

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