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Cansados de esperar, professores protestam

Em passeata na noite de ontem, os professores e sindicalistas seguiram até a prefeitura de Tubarão com faixas e gritos de ordem
Em passeata na noite de ontem, os professores e sindicalistas seguiram até a prefeitura de Tubarão com faixas e gritos de ordem
Eduardo Zabot
Tubarão
 
Alguns professores da rede municipal de ensino de Tubarão se reuniram, na frente da fundação de educação da prefeitura, para pedir negociação sobre as reivindicações apresentadas para a presidenta da fundação, Lúcia Helena Fernandes de Souza. Segundo Laura Oppa, representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut), ocorreram duas reuniões que não resultou em resultados.
 
“Em março e no mês passado tivemos encontros com Lúcia Helena, mas, até hoje (ontem) não temos uma abertura para negociação. Antecipamos os pedidos para não ter atraso”, lembra Laura. Os principais tópicos requeridos são: o aumento de regência de classe, que hoje é 18% e a meta é 25%; o aumento na hora atividade, que hoje é 25% e por lei tem que ser de um terço da jornada de trabalho; e o aumento na progressão vertical dos níveis de graduação.
 
De acordo com presidenta da fundação, nunca foi fechada as portas para os professores. “O que nos impede de acatar esses pedidos, que são justos, é o orçamento que nós não podemos mexer, pois foi aprovado no ano passado. Para se ter uma ideia, é preciso suplementar verbas para garantir a merenda escolar”, justifica Lúcia Helena.
 
Ela ainda informa que, em relação à hora atividade, é preciso contratar mais 20 horas de serviço. “Quanto mais professor melhor, mas tudo isso gera um impacto financeiro. Infelizmente, para este ano fica muito difícil modificar. Realizamos estudos e essas situações, com certeza serão diferentes no próximo ano”, garante.
 
“Pagamos o pato por causa do erro das administrações passadas”
O vice-prefeito Akilson Machado (PT) recebeu o grupo de professores protestantes ontem. Ele afirmou que a atual gestão ‘paga o pato’, quando indagado sobre o pedido de reconsideração sobre as férias dos professores contratados em caráter temporário (ACT). Os profissionais reclamaram que sempre tiveram férias e o trabalho é muito exaustivo. “Nós sabemos que não fechar os centros de educação infantil foi uma promessa de campanha, mas o prefeito não pensou nas famílias dos professores, viu só o lado dos alunos. Também temos o direito de recesso”, reclama uma das manifestantes.
Segundo Akilson, essa questão foi decretada pelo prefeito Olavio Falchetti e não há como modificar. “Falamos que as creches não iriam fechar e isso está ocorrendo. Infelizmente, pelo erro das administrações passadas, hoje nós estamos ‘pagando o pato’. A manutenção das creches nas férias é legal”, respondeu. Sobre as demais reivindicações, o vice-prefeito declarou que, devido ao orçamento ser aprovado no ano passado, não é possível atender as questões. “Neste ano estamos de mãos amarradas”, justifica.
 
O vice-prefeito fez questão de receber os professores. O prefeito Olavio Falchetti (PT) está em Brasília
 
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