Uma carga de feijão adulterada foi apreendida pela Polícia Militar Rodoviária Estadual, na SC-108, na entrada de Cocal do Sul. O caminhão que estava com a carga pertencia a uma empresa cerealista de São Ludgero.
O caso foi levantado por um empresário de Orleans, proprietário de uma cerealista. Ele teria entrado em contato com a Polícia Militar Rodoviária Estadual de Cocal do Sul, e solicitou aos policiais que interceptassem um caminhão Mercedes Benz Artego, pois o mesmo estaria transportando uma carga com produtos adulterados.
O empresário relatou à Policia Civil de Cocal do Sul, que passou em frente a empresa dona do caminhão, e percebeu um carregamento de aproximadamente cem fardos que rende cerca de três mil quilos, com a embalagem da marca que pertence a ele. Relatou que ficou surpreso, tendo em vista que a empresa não comercializa seu produto.
O caminhão foi abordado pelos policiais, que ao verificarem a carga, constataram que além de outras mercadorias em condições normais, existiam 3 paletes de feijão utilizando a embalagem da cerealista deste empresário, sem nota fiscal e que o produto embalado era de péssima qualidade, não condizendo com a qualidade dos produtos da empresa.
O empresário afirmou que a embalagem em questão pertence a um lote que foi descartado pela empresa, destinado para a reciclagem no mês de janeiro, e que se sente lesado, pois o produto apreendido é de péssima qualidade, colocando em risco a marca do seu produto e com isso corre o risco de ser notificado e multado pelos órgãos reguladores, por estar “comercializando” produto de qualidade inferior ao indicado na embalagem, mas esclarece que a adulteração não foi feita por sua empresa e não tem contatos comerciais com a empresa que levava o carregamento.
O proprietário da empresa de cereais que transportava o produto, afirmou que comprou a embalagem de uma empresa que recicla embalagens, também de São Ludgero. Relatou a polícia que não recorda ao certo, mas adquiriu entre 10 a 12 quilos, o que possibilita embalar cerca de mil quilos de feijão.
Ele alega que o feijão foi produzido por sua própria empresa e tem ciência de que foi embalado um produto de qualidade inferior ao que consta na embalagem, mas que fez isso apenas para atender um pedido, para fechar por preço mais baixo e atender o cliente.
Argumentou que não era sua intenção lesar a empresa que detém a marca e afirma que não teve lucro com tal conduta. Posteriormente a pessoa que havia adquirido iria comercializar o produto e esta sim seria a única vantagem. O empresário esclareceu que foi a primeira vez que utilizou a embalagem e tem ciência de que o que fez “não é legal” e que não possui mais embalagens desta marca em sua empresa.
