O Partido Liberal (PL) lançou neste sábado (9) a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina nas eleições de 2026. O anúncio foi feito durante um evento partidário em Florianópolis, com a presença de lideranças estaduais e nacionais da legenda.
Além do ex-vereador do Rio de Janeiro, o partido também confirmou a deputada federal Caroline De Toni como pré-candidata ao Senado na mesma chapa.
O encontro reuniu apoiadores e nomes ligados ao partido, entre eles o senador Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República.
Apesar do lançamento político, as candidaturas ainda não são oficiais. A formalização dependerá das convenções partidárias e do registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), previstos para 2026.
Lideranças destacam alinhamento político da chapa
Durante o evento, Caroline De Toni afirmou que a composição da chapa representa um alinhamento político dentro do partido.
“Só a gente sabe o que a gente passou para fazer essa chapa pura”, declarou a deputada durante o discurso.
Já Flávio Bolsonaro ressaltou a importância de candidaturas alinhadas dentro do campo político da direita em Santa Catarina.
“Ninguém faz nada sozinho. Hoje todo mundo sabe: se escolher o presidente da República, tem que escolher candidato a senador, deputado e governador alinhados”, afirmou.
Pré-candidatura gerou divergências dentro do partido
A definição do nome de Carlos Bolsonaro para disputar uma vaga ao Senado por Santa Catarina provocou debates internos no PL nos últimos meses.
No fim de 2025, o ex-vereador transferiu seu domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para São José, na Grande Florianópolis, movimento que ampliou as discussões sobre a candidatura no estado.
Parte das lideranças locais defendia a candidatura de Caroline De Toni como principal nome da legenda para o Senado.
A deputada estadual Ana Campagnolo chegou a criticar publicamente a articulação envolvendo Carlos Bolsonaro e afirmou, à época, que a decisão poderia enfraquecer o espaço político de Caroline De Toni dentro da coligação.
Nos bastidores, também houve discussões sobre uma possível composição entre PL e Progressistas, que poderia incluir o senador Esperidião Amin como candidato à reeleição.
Publicação nas redes indicou aproximação entre lideranças
Nesta semana, Carlos Bolsonaro compartilhou uma publicação nas redes sociais pedindo desculpas à deputada Ana Campagnolo, em uma tentativa de encerrar os atritos internos no partido em Santa Catarina.
“Temos coisas muito mais importantes que nós. Temos um Brasil pra resgatar por nossos filhos!”, escreveu.
O movimento foi interpretado por aliados como um gesto de aproximação e busca por unidade dentro da legenda para a disputa eleitoral de 2026.
