Tubarão
Cinco testemunhas foram ouvidas na tarde de ontem pela juíza federal de Tubarão Gysele Maria Segalla. A audiência que ocorreu na cidade foi marcada para ouvir os depoimentos das pessoas citadas pela acusação.
Segundo o procurador da república em Tubarão, Celso Três, as testemunhas já haviam sido ouvidas por ele e não trouxeram grandes novidades nas declarações em juízo feitas ontem. “A expectativa é a partir de agora ouvir três testemunhas. Se tudo transcorrer dentro da normalidade, em cerca de dois meses elas devem prestar depoimento à juíza Gysele”, afirma.
O procurador acredita que, até o fim do ano, possa a sentença seja proferida. “Aguardamos com boa expectativa que alguma decisão sobre o Caso Campeiro deve ser tomada até dezembro”, revela.
O prazo para que novas testemunhas comparecem à justiça em Tubarão para depor é de 90 dias.
Entenda o caso:
• Em 25 de março, os empregados foram dispensados.
• O ex-proprietário da Campeiro, Max Nunes, diz que vendeu a empresa por R$ 8,2 milhões e com uma dívida de R$ 7 milhões. O valor deveria ser depositado em juízo, porém, isso não ocorreu. Foi solicitado o bloqueio da conta, o que ocorreu em março. O saldo era de R$ 813,00.
• O ex-administrador Alexandre Augusto é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de praticar estelionato em empréstimos com o governo federal (EGFs) no valor de R$ 20 milhões. Outras operações bancárias, igualmente lastreadas em dinheiro público da União, tiveram garantia defraudada.
• Alexandre também é acusado de lesar os sócios da Campeiro, fraudar instituições financeiras, os créditos dos produtores, suprimir emprego dos trabalhadores e praticar agiotagem por meio de ‘caixa dois’.
• O procurador da república Celso Três solicitou a prisão preventiva de Alexandre no dia 15 de abril.
• No dia 5 de maio, o juízo da 1ª Vara Criminal da Justiça Federal, de Florianópolis, negou o pedido de prisão preventiva e a apreensão do passaporte. No dia 7 de maio, o mandado de citação foi expedido, mas não chegou a ser cumprido, porque Alexandre apresentou-se voluntariamente no dia 11.
• A defesa prévia foi apresentada no dia 21 de maio e analisada em 18 de junho. A juíza federal Ana Cristina Krämer decidiu não absolver sumariamente Alexandre.
• A juíza federal de Tubarão Gysele Maria Segalla ouviu ontem (1º setembro) cinco testemunhas citadas pela acusação. Três novos depoimentos devem ser prestados no prazo máximo de 90 dias.