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Manifestantes protestam em frente à Polícia Militar

Maycon Vianna
Tubarão

“Justiça, justiça…”. Muitos gritos de aproximadamente 40 participantes de uma passeata, na tarde de ontem, puderam ser ouvidos no percurso de quatro quilômetros entre o bairro Morrotes e o 5º Batalhão da PM, no bairro São João. Durante 20 minutos de caminhada, manifestantes pediram uma resposta a respeito da denúncia de agressão de policiais militares contra o eletricista Ricardo Cipriano Diomar, no Beco do Quilinho. O fato ocorreu na última sexta-feira.
“Meu marido está internado na UTI em estado grave, levou uma surra dos policiais. Viemos (no 5º Batalhão da PM) pedir justiça e fazer um grande protesto. Isso é para alertar a população contra a ação precipitada de alguns policias”, lamenta a esposa de Ricardo. Segundo os familiares, ele foi agredido por um grupo de policiais no Morrotes.

O comandante do 5º Batalhão da PM de Tubarão, tenente-coronel Silvio Ricardo Alves, reafirmou que providências serão tomadas. “Abrimos inquérito policial para apurar o que houve. Não podemos julgar ninguém, nem condenar sem antes ter as informações necessárias e apurar detalhadamente as informações”, afirma o comandante.
Até ontem, nenhum policial militar envolvido na ocorrência da última sexta-feira foi afastado. Eles seguem o trabalho até que o inquérito seja concluído. “Temos um prazo de 30 dias (até 29 de setembro) para averiguar o que de fato ocorreu. Todos terão direito de prestar depoimento e a Polícia Militar continuará a desenvolver os trabalhos normalmente”, avisa.

Polícia Militar investigará
o caso em até 30 dias

Muitas pessoas pararam para observar os manifestantes durante a passeata na tarde de ontem. Moradores do bairro Morrotes protestavam contra o excesso de violência dos policiais. Uma das manifestantes mais revoltadas era a dona de casa Iara Martins, 33 anos. Ela afirma que o seu filho foi abordado com violência pela PM. “Não se pode abordar pessoas nas ruas com violência. Eles prestam um serviço à comunidade e não temos que ser vítimas de soldados despreparados”, reclama Iara.
As manifestações públicas não devem atrapalhar o trabalho dos policiais militares em Tubarão. A confirmação é do comandante do 5º Batalhão da PM, tenente-coronel, Silvio Ricardo Alves. “A segurança é a prioridade. Respeitamos as manifestações públicas e o direito individual de cada pessoa, mas não coibiremos as abordagens e vistorias de irregularidades na cidade. A atividade dos soldados é de total profissionalismo”, avalia o tenente-coronel.

Entenda o caso

Familiares do eletricista Ricardo Cipriano Diomar, 28 anos, reclamaram da abordagem dos policiais que participavam da operação ‘Choque de Ordem’. O fato ocorreu às 23h30min de sexta-feira. Ricardo jogava cartas em um bar quando foi chamado para ajudar a companheira e a enteada, de 17 anos. Ele foi levado ao Hospital Nossa Senhora da Conceição com parada respiratória e ficou à espera na emergência e, domingo, foi levado à UTI, onde segue internado em coma induzido.

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