A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou na noite de domingo (1º) a análise do VAR que resultou na expulsão do colombiano Jorge Carrascal durante a partida entre Flamengo e Corinthians, válida pela Supercopa do Brasil. O lance ocorreu no fim do primeiro tempo, quando o jogador acertou um soco no rosto de Breno Bidon, mas o cartão vermelho só foi aplicado na volta do intervalo.
O árbitro da partida, Rafael Klein, encerrou o primeiro tempo aguardando a checagem do VAR, mas naquele momento não houve recomendação de revisão. Durante o intervalo, porém, a equipe de arbitragem de vídeo teve acesso a novas imagens, consideradas conclusivas, que embasaram a decisão de chamar o árbitro para rever o lance antes do reinício da partida.
Revisão após o intervalo é permitida
Segundo a CBF, lances de conduta violenta podem ser revisados a qualquer momento, mesmo após o reinício do jogo. Por isso, Carrascal chegou a retornar ao gramado para o segundo tempo, mas foi expulso antes da bola voltar a rolar.
Com os jogadores posicionados em campo, Rafael Klein chamou os capitães Arrascaeta, do Flamengo, e Gustavo Henrique, do Corinthians, para explicar o procedimento e avisar que iria analisar o lance à beira do campo.
“Durante o intervalo a equipe VAR encontrou evidências de uma conduta violenta nesse último lance. Eu vou ser chamado agora para rever o lance que não foi visto no campo porque se trata de uma conduta violenta, e isso pode ser feito a qualquer momento”, explicou o árbitro aos capitães.
Após a revisão, Klein aplicou o cartão vermelho direto ao camisa 15 do Flamengo.
CBF detalha procedimento em nota oficial
Em nota, a CBF informou que as imagens inicialmente disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, o que levou ao encerramento normal do primeiro tempo. A confirmação da infração só ocorreu após uma nova checagem, ainda durante o intervalo.
A entidade destacou que o soco foi identificado como conduta violenta fora da disputa da bola e com o jogo parado, o que fundamentou a recomendação de revisão e a expulsão do atleta.
Queda de energia afetou uso do VAR
A CBF também revelou que houve queda de energia elétrica em setores do estádio, inclusive na sala do VAR (VOR), durante o intervalo. O sistema de contingência manteve o funcionamento por cerca de 15 minutos.
Como a energia não foi restabelecida de imediato, a partida seguiu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo.
Segundo a entidade, todos os procedimentos foram comunicados aos capitães e aos treinadores das duas equipes, e os protocolos internacionais foram integralmente cumpridos.
Regras amparam a decisão
A nota cita trechos do Livro de Regras 2025/26 e do Protocolo do VAR da FIFA, que autorizam revisões após o reinício do jogo exclusivamente em casos de erro de identificação ou infração passível de expulsão por conduta violenta.
A Comissão de Arbitragem afirmou que não houve prejuízo técnico ou esportivo à partida e que todas as decisões seguiram rigorosamente as Regras do Jogo.
