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Celesc: Greve está pré-agendada

Zahyra Mattar
Tubarão

Caso a reunião dos acionistas da Celesc, agendada para a próxima quarta-feira, não seja cancelada, os servidores da estatal já decidiram: entram em greve na terça. A paralisação será por tempo indeterminado ou até que o governador Leonel Pavan (PSDB – ele assume a vaga de Luiz Henrique – PMDB – hoje) impeça o que o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica do Sul de Santa Catarina (Sintresc) considera como o primeiro passo para a extinção da estatal.

“E será uma greve nunca vista em Santa Catarina. Teve um único objetivo, uma única reivindicação: que a mudança do estatuto da Celesc, de colocar a empresa na mão de minoritários, não ocorra”, antecipa o presidente do Sintresc, Henry Machado Claudino.

Ontem, a audiência pública que debateu a mudança do estatuto, na assembleia legislativa, culminou na apresentação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC), pelo deputado Pedro Uczai (PT) e subscrita por 17 parlamentares, que prevê a realização de consulta popular para alterar o controle acionário das estatais catarinenses.

Amanhã, quando o conselho de administração reúne-se, os trabalhadores farão uma paralisação para pressionar o grupo a não aprovar a realização da assembleia de acionistas, na próxima semana. “Se for preciso, vamos invadir a reunião do conselho, com o fizemos anteriormente (em julho de 2009), quando tentaram passar o controle da empresa para a iniciativa privada”, dispara Henry.

A PEC
O documento altera o artigo 13 da Constituição Estadual e obriga o governo a realizar consulta popular, sob forma de referendo, nos casos de extinção, fusão, incorporação, cisão ou alienação do controle acionário dos órgãos da administração direta, além de entidades da administração indireta como autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e fundações públicas.

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