
Laguna
Laguna completa 340 anos de fundação, e não há dúvida que a cidade tem muita história para contar. Ela pode ser relatada pela Lagoa Santo Antônio dos Anjos, pelas centenas de ruas, nas areias das 20 praias, ou melhor, pelo mar. Como é o segundo município mais antigo de Santa Catarina, boa parte da história do estado e do Brasil desenrolou-se em terras lagunenses. Na área esportiva, muitos elevaram e levaram o nome da Cidade Juliana.
No mar, a Terra de Anita tem uma grande representante, a profissional de bodyboard Juliana Pacheco. A atleta é campeã catarinense, vice-campeã brasileira da Associação Desportiva Brasileira Feminina de Bodyboard de 2011 e também 13ª no
Mundial, na Isla Margarita, na Venezuela. A lagunense compete no circuito mundial há mais de 20 anos. Já morou no Hawaii e tem mais de 14 temporadas havaianas, ela percorre os mares de diversas partes do mundo atrás de ondas perfeitas.
Além do bodyboard, os ventos do litoral catarinense, sem dúvida, são favoráveis à prática de muitos esportes, o kitesurf é um deles. Na Lagoa do Noca, por exemplo, a modalidade atrai muitos amantes por este esporte aquático no qual é utilizado a pipa ou papagaio e uma prancha com suporte para os pés. O atleta fica com a pipa presa à cintura, coloca-se em cima da prancha e, sobre a água, é impulsionado pelo vento, desta forma consegue realizar várias manobras. Conforme o instrutor Anderson Medeiros, o kitesurf traz benefícios mentais e físicos para aquele que realiza a atividade. “Quando estamos na água ficamos totalmente concentrados no que fazemos. Desta maneira, esquecemos os problemas do dia a dia, sem contar as várias regiões musculares que trabalhamos ao praticar esse esporte”, assegura.
Já nas quadras desde o fim de 2014, a Fundação Hermon desenvolve um projeto social com as crianças do município. Se no ano passado, 90 garotos participaram da escolinha de futsal, a expectativa é que para esta temporada 200 meninos entre 9 a 13 anos possam ser atendidos. “A proposta é aumentar mais uma categoria, o projeto sub 15. Desta forma, a Fundação dará continuidade naqueles meninos que estouraram na idade (sub 13) e captar outros talentos que tenham essa faixa de idade. Pretendemos disputar mais competições, acreditamos que só por meio dos jogos podemos evoluir mais os nossos atletas”, esclarece o coordenador do Projeto Esporte Social da Fundação Hermon, Guilherme Rita.