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Cidades são despreparadas para catástrofes naturais

Desafio para os novos gestores é estar preparado para catástrofes
Desafio para os novos gestores é estar preparado para catástrofes

Lily Farias
Tubarão

 
Prestar auxílio aos atingidos pelas catástrofes naturais é uma tarefa do poder público. Envolve as secretarias dos municípios, com a finalidade de otimizar o trabalho da Defesa Civil. O perigo de desastres é iminente, mas será que os gestores estão preparados para lidar com a prevenção destes desastres?
 
Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que menos de 10% das cidades brasileiras têm um plano de contingência, ou seja, dos cinco mil municípios apenas 344 estão preparados para acidentes naturais.
 
Na Amurel o cenário segue a mesma realidade. Conforme o coordenador regional da Defesa Civil em Tubarão, major Carlos Moisés da Silva, apenas município da região um fez o planejamento. “Toda Defesa Civil municipal que se diz organizada tem que ter um plano, não importa que seja bom ou ruim”, orienta o major. 
 
O diretor de Respostas aos Desastres da Defesa Civil de Santa Catarina, em Florianópolis, Aldo Neto, trabalha em todas as cidades do estado a importância da gestão integrada de desastres. Utiliza como ferramentas ações e decisões multidisciplinares com o intuito de atender as expectativas políticas e sociais ao lado do poder público.
 
“Se durante a gestão de um desastre o coordenador e seu staff conseguirem cumprir os princípios, as ações terão o reconhecimento e o envolvimento de todos os participantes, e as expectativas serão supridas”, enfatiza Aldo.
 
Desafio para os novos e futuros gestores
Por mais que um município prepare-se para um evento, sempre haverá um acontecimento que possa superar os anteriores. É partindo deste princípio que o diretor de Repostas aos Desastres da Defesa Civil de Santa Catarina, em Florianópolis, Aldo Neto, trabalha em cidades com histórico de desastres naturais, como Tubarão, que ainda lamenta até hoje as mortes e os estragos deixados pela enchente de 1974. 
“É um desafio para todos os gestores que assumirem a liderança da cidade. Eles terão que ter capacidade de tomar atitudes relacionadas à prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação do município. Sem falar do trabalho de educação dos cidadãos”, alerta.
 
A melhor forma de organização
A boa administração da resposta a desastres não é apenas a extensão de bons procedimentos de emergência no dia a dia. Para o diretor de Repostas aos Desastres da Defesa Civil de Santa Catarina, Aldo Neto, a ação é mais do que simplesmente mobilizar recursos, instalações e pessoal adicionais, pois os desastres criam problemas peculiares, raramente enfrentados cotidianamente.
Por isso, a Defesa Civil criou os eixos alinhadores da gestão dos desastres, que são “Socorro, Assistência humanitária e Reabilitação”. “Seguindo cada fase, respeitando os momentos de progressão do evento e as instituições vocacionadas para as operações, o gestor do desastre estará em condição favorável de alcançar o sucesso na gestão da crise”, salienta Aldo.
Conforme o major Carlos Moisés da Silva, coordenador regional da Defesa Civil, um desastre natural causa séria interrupção no funcionamento de uma cidade e resulta em impactos sobre pessoas, bens, economia e meio ambiente. 
“Para evitar estes transtornos é que os municípios devem ter um plano de contingência. Temos modelos na Defesa Civil. Só com este plano é possível fundamentar todas as ações do município, como se emitir um alerta, em que situação e para onde encaminhar os atingidos pelo desastre”, explica Moisés.
 
Capacitação para gestores
Terça e quarta-feira, ocorreu na sede da Amurel o curso de capacitação técnica em situações de risco e desastre, com o objetivo de formar profissionais de diversas áreas, que atuam em situações de risco. A capacitação é voltada a assistentes sociais, pedagogos, advogados, técnicos da defesa civil, técnicos de ONGs, representantes da área da saúde, educação, habitação, comunicação, infraestrutura e obras, e funcionários públicos municipais. O curso segue nos próximos dias 19, 20, 26 e 27, com palestras durante todo o dia. O evento é uma realização da Secretaria de Estado da Defesa Civil, da Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Habitação e da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), com apoio da Amurel.
 
 
 
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