
Criciúma
Com cartazes, faixas e gritos de guerra, aproximadamente 50 pessoas se reuniram em frente ao escritório da Criciúma Construções, às margens da rodovia Luiz Rosso, no bairro Primeira Linha, para protestar o investimento que fizeram e não receberam retorno.
De acordo com um cronograma da empresa, algumas obras que deveriam ser entregues em 2012 estavam com menos de 2% executada em maio deste ano. Um levantamento do Ministério Público contabiliza 92 empreendimentos não entregues em 17 cidades catarinenses e três gaúchas. Algumas obras nem começaram a ser executadas. Por meio da 7ª Promotoria de Justiça de Criciúma, foi apurada a existência de quase nove mil consumidores prejudicados, pois a empresa não conseguiu entregar todos os imóveis que vendeu. Há 1,2 mil ações na justiça contra a construtora. Em um site de reclamações na internet, pelo menos 30 clientes relataram problemas com a entrega de imóveis comprados na planta. Eles também se uniram e publicaram vídeos que relatam os problemas.
Das ações civis públicas contra a empresa, oito foram julgadas com parecer favorável aos credores. Entre as exigências da justiça está o cumprimento do cronograma e que os clientes não precisam continuar a pagar as parcelas dos imóveis.
Demissões
O sindicato dos trabalhadores da construtora recebeu um ofício no fim da tarde desta quinta-feira que anuncia a demissão dos 400 funcionários a partir do próximo dia 31. Eles estão desde abril sem receber o fundo de garantia.
A Promotoria do Trabalho participou da assembleia dos trabalhadores na manhã desta sexta-feira. Conforme representantes do órgão, o fundo de garantia dos trabalhadores será liberado e aos que não conseguirem um novo trabalho será garantido o seguro desemprego. Por meio da assessoria de imprensa, a empresa Criciúma Construções informou que vai se manifestar na próxima semana.