Tubarão
Depois que o sindicato dos professores anunciou a possibilidade de uma greve geral a partir do próximo mês, os representantes da secretaria de educação de Tubarão enviaram uma nota oficial para manifestar o posicionamento do executivo com relação às reivindicações da categoria. O corpo docente pede 40% de regência de classe e progressão salarial, de 3% a cada três anos de trabalho.
O município informou que tem atuado nos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que impedem a administração de promover incrementos e benefícios aos servidores municipais.
Quanto à regência de classe, os representantes do executivo afirmam que o percentual foi alterado em anos anteriores, nos mesmos moldes do magistério estadual e precedido de negociação coletiva.
Já sobre a progressão salarial, a procuradoria do município identificou possíveis irregularidades no benefício, que serão analisadas.
Uma assembleia, agendada para o próximo dia 4 entre os representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Educação da Rede Municipal de Tubarão e Capivari de Baixo (Sintermut) definirá o futuro de uma greve na região.
A presidenta do sindicato, Laura Oppa, afirmou esta semana que o acordo com a administração anterior, assinado em 2011, não foi cumprido. Entre 2013 e 2014, a prefeitura não teria reajustado a progressão salarial, nem na regência de classe.
Laura informou ainda que, por meio de uma ação judicial, alguns professores ganharam os 40% de regência de classe, enquanto a maioria ainda recebe 18%. Situação que deixa a categoria insatisfeita e aumenta a possibilidade de uma nova greve em Tubarão.