Início Geral Cobranças sobre a fiscalização são feitas

Cobranças sobre a fiscalização são feitas

Afonso Furghestti explicou todo o funcionamento da AGR e como é realizada a fiscalização.
Afonso Furghestti explicou todo o funcionamento da AGR e como é realizada a fiscalização.

Eduardo Zabot
Tubarão

O problema de abastecimento de água em Tubarão, principalmente na área rural, foi o maior questionamento feito pelos vereadores de Tubarão ao superintendente da Agência Reguladora (AGR), Afonso Furghestti, na noite de ontem. Por solicitação do vereador Nilton de Campos (PSDB), Furghestti esteve na sessão da câmara para prestar informações sobre a AGR.

O vereador Clodoaldo de Medeiros (PT) mostrou-se preocupado com o planejamento estipulado pelo Plano Municipal de Água e Esgoto (Pmae). "A estimativa de distribuição para os próximos anos não é pouca?", perguntou. Afonso relatou o problema da sobre a distribuição geográfica da cidade. "Olhando a grosso modo sim. Mas temos mais de 500 quilômetros de rede de água e isso facilita por um lado e prejudica por outro, porque a cidade é cortada horizontalmente", respondeu.

A distribuição da água de Tubarão para Capivari de Baixo foi lembrada pelo vereador Matusalém dos Santos (PT), que perguntou sobre este fornecimento. "Como está esta relação hoje, por que é feito isso?" Fusghestti deixou claro que Capivari deve para a Cidade Azul. "Tubarão tem que correr atrás do dinheiro dessa distribuição. Aliás, se não houvesse esse fornecimento, muitos pontos de Tubarão não teriam falta de água", explicou.

Segundo Afonso, existem processos judiciais em torno dessa situação e que cabe a prefeitura de Tubarão buscar esses recursos.

Onde está o dinheiro da Fundasa
Um dos assuntos discutidos na câmara de vereadores de Tubarão ontem foi os recursos do Fundo de Água e Saneamento (Fundasa). O vereador Matusalém dos Santos (PT) perguntou sobre os recursos do fundo. "A extinção da Fundasa vai prejudicar o município na recuperação do dinheiro de Capivari de Baixo? E os R$ 2 milhões?".

Afonso Furghestti explicou que não prejudicaria a busca dos recursos. "Não prejudica o recebimento desse dinheiro", garantiu. Sobre este assunto, os vereadores lembraram que em 2012 houve um projeto para transferências de recursos para obras. O vereador Caio Tokarski (PSD), líder do governo na época, citou que esse dinheiro foi desperdiçado.

"Houve um estelionato por parte do ex-prefeito Pepê Collaço. O dinheiro é para obras, mas foi para o lixo", declarou Caio.

Pepê garante que todo o recurso foi investido em drenagens e pagamento do lixo, conforme estabelece a lei. "Não houve nada de errado, várias ruas nos bairros Oficinas, São Martinho, Madre, entre outras, receberam esses recursos. Tudo isto está contabilizado nas contas apresentadas no Tribunal de Contas", explicou.

Sair da versão mobile