Priscila Alano
Tubarão
O horário planejado pelo Sindilojas para este ano não deve sofrer alterações. As propostas foram apresentadas, mas não há acordo entre o sindicato patronal e o Sindicato dos Comerciários.
O presidente do Sindilojas, José Batista Masiero, afirma que não há mais o que negociar com os comerciários. Para ele, já se esgotaram todas as possibilidades. Não há mais o que propor.
“O calendário deste ano é semelhante ao de 2009, inclusive para o período de Natal. Já abrimos mão de alguns horários que pretendíamos ampliar. Queremos atender bem os nossos clientes. E é tradição no comércio de Tubarão abrir sábado à tarde em datas comemorativas”, reitera o presidente do sindicato patronal.
Segundo ele, a maioria dos empresários paga o piso para seus funcionários. Aqueles que eventualmente não cumprem a lei, estão embasados em uma decisão da Federação do Comércio (Fecomércio). “A federação ingressou com uma ação onde contesta a forma como o piso foi implantado. Ocorreu por meio de um decreto do governador, acreditamos que não é competência do estado, pois a negociação sempre foi entre patrões e empregados”, avalia Masiero.
Ao contrário da maioria dos lojistas, Masiero se diz ainda favorável a mobilização do Sindicato dos Comerciários, no sábado. “As pessoas precisam ter a liberdade de discordarem e lutarem por seus direitos”, valoriza. Ele também não demonstra preocupação com o anúncio feito pela presidenta do Sindicato dos Comerciário, Elizandra Rodrigues Anselmo, de que novas manifestações serão realizadas em breve.
A posição da CDL
A presidente da Câmara de Dirigente Lojistas (CDL), Eliane Fernandes, enfatiza que as datas do Sábado é o Dia D são pré-agendadas pelo Sindilojas. “Ficamos tristes com manifestação dos comerciários no sábado, este é um dia especial para o comércio”, desabafa.
A opinião de funcionários
A crediarista Denise Cardoso Fernandes é associada do Sindicato dos Comerciários de Tubarão e região, mas não concorda com as decisões da entidade. “O sindicato nos orienta para realizarmos apenas duas horas extras por sábado, mas essas duas horas, se revertidas em dinheiro, quase não paga o almoço. Nosso objetivo é atender bem os clientes, pois as lojas ficam lotadas no Dia D”, desabafa. Para ela o sindicato deveria fiscalizar os estabelecimentos que não pagam hora extra para os colaboradores e não os que cumprem a lei e querem abrir em horário diferenciado.
