Rafael Andrade
Jaguaruna
A falta de consciência dos humanos coloca a vida marinha em risco. Um exemplo é o da tartaruga verde marinha, de aproximadamente 40 centímetros, resgatada na praia do Camacho, em Jaguaruna, na última quinta-feira. O bicho não sabe diferenciar o que é comida e o que é lixo. Resultado: a tartaruga adolescente ingeriu plástico e, por pouco, não morreu de indigestão.
A boa notícia é que o animal foi resgatado pela Polícia Militar Ambiental de Laguna e agora ganhará um novo lar até se recuperar. A tartaruga verde recebeu os primeiros cuidados do biólogo Arthur Fonseca Schiefler e, esta semana, será levada para terminar o tratamento em Florianópolis, junto aos profissionais do projeto Tamar, do governo federal.
“Tentamos reabilitá-lo e devolvê-lo ao mar, mas ele retornava à areia. Não tinha forças para nadar. As pessoas precisam estar conscientes e não deixar lixo na praia. Na cadeia alimentar da tartaruga estão as águas vivas e o plástico, na água, torna-se muito parecido. Ela confunde e come”, explica Arthur, que também é professor.
Em Florianópolis, a tartaruga receberá melhores cuidados e poderá voltar ao mar em 30 dias. Mas uma amiguinha sua não teve o mesmo destino. Ela foi encontrada morta na praia do Campo Bom, também em Jaguaruna. Tinha manchas de óleo no casco.
“Dezenas de barcos pesqueiros e alguns navios passam pela nossa costa todos os dias. E uma pequena quantidade de óleo pode ter vazado de alguns deles. Outra possibilidade é o animal ter ficado preso em redes de pesca ou ter batido em alguma embarcação”, lamenta o cabo da polícia ambiental, Joarez Alves.
