Início Geral Comércio tubaronense fecha as portas em apoio às reivindicações dos caminhoneiros

Comércio tubaronense fecha as portas em apoio às reivindicações dos caminhoneiros

Jailson Vieira
Tubarão

A paralisação dos caminhoneiros, que iniciou na última segunda-feira, ganhou o apoio dos comerciantes, lojistas e de boa parte da população tubaronense ontem à tarde. Por volta das 16h30, o comércio varejista fechou as portas e funcionários e patrões seguiram para frente do Museu Willy Zumblick, na avenida Marcolino Martins Cabral. O pedido soava em um só tom: “ordem e um Brasil livre de corrupção e da carga tributária abusiva”. Os manifestantes levaram cartazes, faixas e cantaram o hino nacional.

Por mais de 40 minutos, os tubaronenses reuniram-se e, logo depois, seguiram em passeata em direção à antiga rodoviária da Cidade Azul. A mobilização foi realizada com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Tubarão (CDL). De acordo com o presidente da entidade, Harrison Marcon Cachoeira, a iniciativa é para levar energia aos caminhoneiros. “Esta ação é em apoio ao protesto dos profissionais da categoria e também serve para mostrar o nosso descontentamento com a corrupção que se instalou no país”, pontua Harrison.

O fechamento dos estabelecimentos comerciais foi facultativo e ficou a critério de cada empresário aderir ou não. Além de Tubarão, outros municípios da Amurel também tiveram movimentos de luta contra as altas taxas de impostos e o preço abusivo dos combustíveis. Harrison destaca que os estoques nas lojas de vestuário e calçados não foram afetados, pois o abastecimento, em sua maioria, já tinha ocorrido antes do início da greve.

As universidades e escolas da região também cancelaram o expediente por tempo indeterminado.

Os protestos dos caminhoneiros e o risco de desabastecimento em vários setores provocaram corrida aos postos de combustíveis desde a última terça-feira. Filas de carros foram registradas em diversos estabelecimentos da região. Muitas cidades já sofrem com a falta de produtos básicos. Em alguns pontos, a fila ultrapassou mais de um quilômetro. Outros setores, como supermercados já estão começando a sentir os danos causados pela paralisação. Em alguns lugares não há mais frutas, verduras e ovos. As linhas de ônibus em Tubarão, Capivari de Baixo, Braço do Norte, Imbituba e Laguna foram afetadas pela falta de combustíveis. Os caminhoneiros pararam o tráfego nas rodovias federais e estaduais. As empresas Transportes Capivari Ltda., Transgeraldo Transporte Coletivo Ltda., Lagunatur, Santo Anjo, em Imbituba, e Transportes Alvorada Ltda. operam com horários reduzidos. Muitas linhas já estão suspensas.

Os caminhoneiros protestam contra a disparada do preço do litro do óleo diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras, em vigor desde julho do ano passado. Entretanto, a maior estatal brasileira anunciou, nesta quarta-feira, que o preço do diesel deve cair 1,54% nas refinarias.

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o valor médio do diesel nas bombas já acumula alta de cerca de 8% no ano. Está muito acima da inflação acumulada no ano, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sair da versão mobile