Lily Farias
Capivari de Baixo
Após três tentativas frustradas de realizar as provas, o concurso público da prefeitura de Capivari de Baixo continua suspenso e sem data para ser retomado. Segundo o prefeito Moacir Rabelo (PP), no momento, a nova administração não tem condições de resolver nada sobre esta questão.
A prioridade é pontuar ações que devem ser resolvidas para atender a comunidade o quanto antes. Tanto, que ontem o dia foi de uma série de reuniões com o intuito de efetuar um diagnóstico da situação das secretarias e, principalmente, do orçamento para este ano.
Para diminuir as despesas, Moacir deu férias coletivas aos funcionários efetivos e demitiu os 129 contratados na gestão anterior. “Como o concurso está sub judice, não temos informações. Mas assim que tivermos recebermos as orientações do Ministério Público, iremos analisar se teremos condições de dar continuidade ao processo ou se cancelamos definitivamente”, resume o prefeito.
A maior preocupação dos inscritos é quanto o dinheiro investido. O valor da inscrição foi de R$ 75,00, R$ 50,00 e R$ 25,00 para os cargos do ensino superior, médio e fundamental, respectivamente. Caso o concurso seja cancelado, o dinheiro terá que ser devolvido.
Entenda melhor o caso
O concurso da prefeitura de Capivari de Baixo foi suspenso duas vezes, por determinação da justiça, para alterações no cronograma das provas. Na última, a justificativa foi de que a Intelectus, de Brusque, empresa responsável pela realização das provas, está proibida de prestar serviços para órgãos públicos até que uma investigação de irregularidades, supostamente ocorridas em concursos realizados em diversas cidades do estado, sejam concluídas. A medida obedece ao pedido liminar, requerido pelo Ministério Público e aceito pela justiça, em uma ação civil pública impetrada em Rio do Sul, no norte do estado.