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Congelamento de óvulos avança e se consolida como tendência global em saúde reprodutiva

FOTO Divulgação, Notisul 

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O congelamento de óvulos vem se consolidando como uma das principais tendências globais em saúde reprodutiva, impulsionado pelo adiamento da maternidade por razões profissionais, pessoais ou relacionadas a relacionamentos. O movimento reflete uma mudança no comportamento reprodutivo feminino e acompanha indicadores demográficos que mostram o aumento das gestações tardias e da busca por estratégias de planejamento reprodutivo.

Projeções internacionais indicam que, entre 2023 e 2030, o mercado de congelamento de óvulos deve crescer cerca de 17% ao ano. O dado posiciona o procedimento como uma das principais apostas para mulheres que planejam a maternidade a partir de 2026, deixando de ser visto apenas como um recurso médico e passando a integrar decisões de vida e carreira.

Procura cresce nos consultórios

A tendência também é percebida na prática clínica. Segundo a ginecologista com atuação em reprodução assistida, Dra. Lisandra Radaelli, houve aumento expressivo na procura por informações sobre o procedimento ao longo do último ano.

“Muitas mulheres desejam ser mães, mas entendem que aquele não é o momento ideal para engravidar. Elas buscam informação para ganhar tempo com mais segurança. Hoje, o congelamento de óvulos deixou de ser indicado apenas em situações de infertilidade e passou a fazer parte do planejamento reprodutivo feminino”, afirma a especialista.

Cenário brasileiro confirma a tendência

No Brasil, os números acompanham o cenário internacional. Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que os ciclos de congelamento de óvulos cresceram 98% entre 2020 e 2023. No mesmo período, o número de óvulos criopreservados passou de cerca de 56 mil para 111 mil.

O maior crescimento ocorreu entre mulheres com menos de 35 anos, faixa etária considerada mais favorável do ponto de vista reprodutivo.

Idade influencia os resultados

De acordo com a especialista, a idade é um dos fatores mais importantes para o sucesso do procedimento.

“O ideal é realizar o congelamento antes dos 35 anos, quando a quantidade e a qualidade dos óvulos são melhores. Após essa idade, há uma redução natural da fertilidade feminina”, explica a Dra. Lisandra Radaelli.

Como funciona o procedimento

O congelamento de óvulos envolve algumas etapas, como a estimulação ovariana controlada, a coleta dos óvulos e a criopreservação em temperaturas extremamente baixas. Quando a mulher decide engravidar, os óvulos podem ser descongelados e utilizados em um tratamento de fertilização in vitro.

Autonomia e planejamento de vida

Ao se firmar como tendência para os próximos anos, o congelamento de óvulos amplia o debate sobre autonomia feminina, acesso à informação e planejamento reprodutivo consciente. Mais do que adiar a maternidade, a técnica oferece às mulheres a possibilidade de alinhar saúde, projetos pessoais e escolhas de vida com maior previsibilidade e segurança.

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