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Copa do Brasil: Peixe luta até o fim, mas é eliminado na primeira fase

Tubarão

Na lanterna do Campeonato Catarinense, o Atlético Tubarão teve no jogo da Copa do Brasil, a chance perfeita de mudar a situação na temporada. Jogando em casa, bastava uma vitória sobre o Brasil de Pelotas, que também vive um momento ruim no estadual, para avançar à segunda fase e levar R$ 625 mil como premiação. 

Como já havia antecipado, o técnico Beto Almeida mandou um time bem diferente em campo. E mesmo com muita luta ao longo dos 90 minutos, o jogo terminou sem gols, classificando o time do interior gaúcho.

“O time deles veio com, a proposta do empate. Eles se acovardaram de jogar, ficaram atrás. Nós lutamos, nos esforçamos. Mas futebol é isso. O gol que era o único detalhe que faltava, não saiu”, afirmou o meia Daniel Costa. “Justo, não foi. A gente pressionou o jogo todo. Teve o controle do jogo. Infelizmente a bola não entrou”, completou o atacante Gustavo Ermel, um dos destaques do Peixe na partida.

Na segunda fase, o Brasil de Pelotas irá encarar o Avaí, que na quarta-feira fez 4 a 1 em cima do Real Ariquemes. Já o Atlético Tubarão volta as atenções para o Campeonato Catarinense.

No domingo, o Peixe tem um confronto direto contra o Metropolitano. O jogo será disputado em Blumenau, às 17h.

Primeiro tempo intenso

O Peixe começou o jogo em um ritmo bem diferente do que tem apresentado no Catarinense. Logo aos 3 minutos, já criou a primeira oportunidade com Romarinho, que recebeu pelo lado esquerdo e bateu rasteiro, mas a bola saiu pela linha de fundo.

O Atlético Tubarão pressionava a todo instante. E como tinha o vento a favor, apostava muito nos chutes de fora da área. Aos oito minutos, Guilherme Amorim recebeu de Nikolas Farias, mas bateu por cima.

Já aos 12, foi a vez de Gustavo Ermel arriscar. O atacante carregou a bola pelo meia e soltou a bomba de perna esquerda, assustando o goleiro adversário.

O Brasil estava totalmente acuado em campo. E o Peixe tentava, mas a bola teimava em não entrar. Aos 17 minutos, Ermel aproveitou o rebote na entrada da área e chutou com força, mas tocou por cima.

O time gaúcho só chegou aos 19 minutos. E com muito perigo. O volante Leandro Leite pega a sobra dentro da área e chutou alto, mas parou no goleiro Belliato. No lance seguinte, após cobrança de escanteio, Bruno Aguiar acertou a cabeçada na trave, e no rebote, Leandro Leite perde mais uma vez.

O Peixe continuava buscando apenas os chutes de fora da área, que passavam longe da meta defendida por Carlos Eduardo. Enquanto isso, o Brasil de Pelotas fazia cera em todas as chances que tinha. E a torcida já perdia a paciência. No fim, nada de bola na rede nos primeiros 45 minutos.

Jogo nervoso

O segundo tempo também começou com chance de gol. Mas para o Brasil de Pelotas. Logo aos 3 minutos, após o erro de Jailton, a bola sobrou livre para Luiz Eduardo, que de frente para o gol, isolou, para o desespero da torcida gaúcha que compareceu em bom número ao estádio Domingos Silveira Gonzalez.

Já o Peixe teve a melhor chance do jogo aos 11 minutos da etapa final. Ermel ganhou em velocidade e deixou a bola para Edno, que cruzou na cabeça de Romarinho. Mesmo com espaço na área, o jogador do Tubarão conseguiu a finalização, mas sem muita força, facilitando a vida do goleiro Carlos Eduardo.

Como jogava pelo empate, o Brasil de Pelotas pouco se arriscava no ataque. Enquanto isso, o Peixe dominava as ações, mas também não conseguia ameaçar.

Como a arbitragem permitia que os atletas do Brasil fizessem cera, até mesmo os maqueiros do time gaúcho tentavam retardar o jogo, o que acabou gerando uma confusão. O jogo ficava nervoso. De um lado, um time que se segurava de qualquer jeito. Do outro, uma equipe que tentava o ataque, mas sem inspiração.

Aos 35 minutos, a torcida do Peixe por pouco não soltou o grito de gol. Na bola levantada na área, Batista cabeceou para o lado e Edno tocou para o gol. A bola ia entrando devagar, mas Leandro Camilo tirou em cima da linha. 

No fim, empate sem gols que terminou com festa do Brasil de Pelotas e lamento da torcida tricolor.

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