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A Espanha conquistou neste domingo o seu segundo título da Copa do Mundo ao derrotar a Argentina por 1 a 0, na prorrogação, em uma final marcada pelo amplo domínio espanhol e pela resistência da seleção argentina. A decisão foi disputada diante de 80.663 torcedores, com estádio lotado, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
O gol do título saiu aos 105 minutos e 30 segundos da prorrogação, garantindo o bicampeonato da La Roja, que já havia levantado a taça em 2010, quando derrotou a Holanda com um gol de Andrés Iniesta, também no tempo extra.
Esta foi a 23ª edição da Copa do Mundo e a primeira realizada simultaneamente por três países-sede: Estados Unidos, Canadá e México. O torneio reuniu 48 seleções e teve 104 partidas.

Espanha foi superior durante praticamente toda a final
A equipe espanhola controlou amplamente a partida. Com quase 90% de posse de bola, criou diversas oportunidades e finalizou 16 vezes ao longo do jogo. Dois gols da Espanha chegaram a ser anulados em lances que geraram discussão.
No tempo regulamentar — considerando os 90 minutos e os acréscimos — a Argentina não conseguiu finalizar sequer uma vez em direção ao gol adversário.
Ao todo, a seleção argentina terminou a decisão com apenas duas finalizações, sendo uma delas uma tentativa de Lionel Messi já na prorrogação. O camisa 10 levou perigo apenas nos minutos finais do tempo extra, quando acertou a rede pelo lado de fora após um chute que passou próximo ao gol.
Goleiro argentino evitou derrota mais ampla
Apesar do domínio espanhol, o goleiro da Argentina foi um dos destaques da decisão ao realizar importantes defesas que impediram um placar mais elástico.
Somente após sofrer o gol da Espanha, aos 105 minutos e 30 segundos da prorrogação, a equipe argentina aumentou a pressão e criou suas melhores oportunidades, ameaçando o empate nos minutos finais.
Expulsão marcou a decisão
A final também entrou para a história por registrar uma expulsão. Enzo Fernández recebeu cartão vermelho, em um feito raro em decisões de Copa do Mundo.
Ao longo da história do torneio, apenas cinco finais tiveram jogadores expulsos.
Esta também foi apenas a nona final decidida na prorrogação.
Campanha sólida da campeã
A Espanha encerrou a campanha com oito partidas disputadas e desempenho consistente. A equipe venceu sete jogos sem sofrer gols e chegou à decisão após eliminar a França nas fases decisivas.
A média de idade do elenco espanhol foi de 26,9 anos, inferior à da Argentina, que terminou a competição com média de 28,6 anos.
A seleção argentina chegou à final depois de disputar duas prorrogações durante o torneio, contra Cabo Verde e Suíça. A decisão também foi a primeira partida dos argentinos na Copa realizada em um estádio sem sistema de ar-condicionado, em um dia de forte calor em Nova Jersey.
Ao final da decisão, prevaleceu o futebol ofensivo e dominante da Espanha, que voltou ao topo do mundo 16 anos após a conquista histórica de 2010.
Festa da Final no Intervalo
Durante os 22 minutos de intervalo da decisão, o público acompanhou um espetáculo musical que reuniu grandes nomes da música internacional e do esporte. Shakira, Justin Bieber, BTS e Madonna comandaram as apresentações, enquanto os ex-jogadores brasileiros Ronaldo Nazário e Ronaldinho Gaúcho participaram de um momento especial ao lado de crianças, em uma celebração que destacou a integração entre futebol, cultura e entretenimento. O show transformou a final em um evento além das quatro linhas, reforçando o caráter global da Copa do Mundo.