Tubarão
E m português, Corpus Christi significa Corpo de Cristo. É uma celebração católica que ocorre, em 2018, nesta quinta-feira, e é uma homenagem ao ‘mistério da Eucaristia’: o sacramento do corpo e do sangue de Jesus.
De acordo com o pároco da Catedral, Anselmo Buss, a importância da data. “A data é significativa porque Corpus Christi celebra a presença singela, próxima, alimentadora e esperançada de Jesus na eucaristia. É uma tradição que ocorre há muitos anos, uma verdadeira catequese e será realizada em todas as paróquias da região às 15h”, explica.
A data é sempre comemorada em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-Feira Santa, quando a Igreja diz ter tido início a instituição deste sacramento. Conforme diz a escritura, na última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho, que se transformariam em seu corpo e sangue.
A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento, esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo. Durante a Missa, o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua igreja.
Diferente dos anos anteriores, neste não haverá confecção de tapetes, já que devido à paralisação dos caminhoneiros, a equipe responsável pela limpeza e recolhimento dos materiais das ruas está impedida de realizar o serviço.
A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século 13, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.
Em 1264, o Papa Urbano IV, por meio da Bula Papal Trasnsiturus de hoc mundo, estendeu a festa para toda a igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Ele compôs o hino Lauda Sion Salvatorem (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda usado e cantado nas liturgias por mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes. A procissão com a hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.
