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Cuidados após a remoção de um câncer de pele: o que fazer para garantir boa cicatrização e prevenir novos tumores

FOTO Divulgação Notisul

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O Dezembro Laranja reforça a importância da prevenção, mas um tema ainda pouco discutido é o que fazer após a retirada de um câncer de pele. Segundo a dermatologista Ana Carolina Búrigo, da Clínica Belvivere, o período pós-operatório merece atenção especial, tanto para garantir boa cicatrização quanto para reduzir o risco de novos tumores.

“Depois da cirurgia, muitos pacientes ficam inseguros até mesmo para limpar a área operada, mas essa etapa é fundamental”, explica.Cuidados após remover câncer de pele: veja orientações médicas

Cuidados imediatos: higiene, proteção e atenção aos pontos

Após a remoção do tumor, a limpeza correta da ferida é essencial para evitar infecções e favorecer a cicatrização. A dermatologista orienta:

  • Lavar com água corrente, sem medo de tocar o local;

  • Remover crostas que se formam na ferida;

  • Evitar tensão na região dos pontos, especialmente em áreas de dobra como pescoço, boca, axilas e articulações;

  • Não expor a área operada ao sol;

  • Em casos selecionados, o uso de toxina botulínica pode ajudar a prevenir cicatrizes hipertróficas e queloides.

Acompanhamento médico: por que ele precisa ser contínuo

O retorno ao consultório varia conforme o tipo de câncer retirado, mas o padrão geral segue uma rotina de vigilância:

  • A cada 3 ou 6 meses no primeiro ano após a cirurgia;

  • Depois, consultas semestrais ou anuais.

“Quem já teve um câncer de pele tem risco maior de desenvolver outro. Por isso, o acompanhamento não pode ser negligenciado”, reforça Ana Carolina.

A dermatologista orienta que o paciente busque avaliação caso perceba:

  • Feridas que não cicatrizam;

  • Machucados que sangram com facilidade;

  • Lesões que mudam de cor, formato ou tamanho;

  • Pontos que apresentam dor, secreção ou vermelhidão persistente.

No caso do melanoma, vale observar a regra ABCDE:
Assimetria – Bordas irregulares – Cores variadas – Diâmetro acima de 6 mm – Evolução da lesão.

Fotoproteção rigorosa: o cuidado diário mais importante

Depois da cirurgia, a proteção solar se torna parte obrigatória da rotina. As recomendações incluem:

  • Protetor solar FPS 50 ou mais, todos os dias;

  • Reaplicação ao longo do dia;

  • Uso de barreiras físicas, como chapéu, óculos e roupas com proteção UV;

  • Preferir sombra e evitar sol no horário de maior intensidade.

A dermatologista lembra que a fotoproteção é uma das principais medidas para evitar o surgimento de novos tumores.

Cicatrizes: tipos, tratamentos e impacto emocional

Cirurgias realizadas em áreas expostas podem gerar preocupação com a estética da cicatriz. Segundo Ana Carolina, há vários métodos disponíveis:

  • Laser de CO₂

  • Radiofrequência microagulhada

  • Infiltração de corticoide

  • Toxina botulínica

  • Placas de silicone

  • Curativos de hidrocolóide

  • Lipoenxertia, em casos de perda de volume

Além do aspecto físico, o impacto emocional também merece atenção. “O medo após o diagnóstico é normal. Informação e acompanhamento são os maiores aliados. A maioria dos cânceres de pele tem excelente chance de cura quando identificados precocemente”, reforça.

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