FOTO Eduardo Valente/GOVSC Divulgação Notisul
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A reformulação dos contratos de lavanderia hospitalar da rede estadual de saúde deve gerar uma economia estimada de aproximadamente R$ 45 milhões aos cofres públicos de Santa Catarina ao longo dos próximos 10 anos. A medida é resultado de uma atuação conjunta entre a Controladoria-Geral do Estado (CGE/SC) e a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
As mudanças serão aplicadas em 13 unidades hospitalares próprias do Estado e têm como objetivo aumentar o controle sobre o enxoval hospitalar, reduzir desperdícios e melhorar a eficiência dos serviços prestados.
Novo modelo altera forma de pagamento
A principal mudança está no critério utilizado para remunerar as empresas contratadas.
Pelo modelo anterior, o pagamento era realizado com base na quantidade de roupas sujas recolhidas para higienização. Com a nova metodologia, o Estado passará a pagar apenas pelas peças limpas efetivamente entregues aos hospitais.
Segundo o governo estadual, a alteração reduz a possibilidade de desperdícios, amplia a transparência dos contratos e fortalece o controle sobre os serviços executados.
Tecnologia permitirá rastreamento do enxoval
Outra inovação prevista nos novos contratos é a implantação obrigatória de tecnologia de rastreamento eletrônico por RFID ou sistema equivalente.
A medida foi adotada após auditorias da Controladoria-Geral do Estado identificarem perdas frequentes de peças locadas, situação conhecida como evasão do enxoval hospitalar.
Com a nova tecnologia, cada item será identificado por etiquetas eletrônicas e poderá ser monitorado individualmente por sensores de radiofrequência, permitindo maior controle sobre a circulação das peças dentro das unidades de saúde.
“O nosso compromisso é promover melhorias contínuas na saúde pública, principalmente em tecnologia e inovação. Estamos investindo em iniciativas que aumentem a eficiência dos serviços e qualifiquem o atendimento à população. Este projeto faz parte de um conjunto de ações iniciadas em 2023 e que seguem avançando”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.
Economia pode superar R$ 45 milhões
Mesmo com a inclusão da tecnologia de rastreamento, o valor de referência da contratação foi reduzido após uma revisão técnica conduzida pela Secretaria da Saúde com apoio da CGE.
A economia estimada para os primeiros 24 meses de vigência dos contratos é de aproximadamente R$ 10 milhões.
Considerando a possibilidade de renovação contratual por até dez anos, conforme previsto na Lei nº 14.133/2021, o benefício financeiro projetado alcança cerca de R$ 45 milhões.
O resultado do Pregão Eletrônico PE-0062/2025 ampliou ainda mais a redução dos custos. Os lances vencedores ficaram R$ 9,13 milhões abaixo do valor de referência revisado, representando um desconto médio de 12,11%.
Controle interno e gestão eficiente
Para o controlador-geral do Estado, Freibergue Rubem do Nascimento, a iniciativa demonstra o papel estratégico do controle interno na melhoria dos serviços públicos.
“O trabalho da CGE vai além da fiscalização. Atuamos para orientar, aprimorar processos e garantir que o dinheiro público seja utilizado com eficiência. Essa parceria com a Secretaria da Saúde mostra que é possível gerar economia expressiva, aumentar o controle e ainda melhorar a qualidade da gestão pública”, destacou.
A expectativa do governo estadual é que o novo modelo contribua para uma gestão mais eficiente dos recursos públicos, garantindo maior controle sobre o enxoval hospitalar e melhorando os processos internos das unidades de saúde.
Serviço
Principais mudanças nos contratos:
Pagamento apenas pelas peças limpas entregues aos hospitais;
Rastreamento eletrônico do enxoval por RFID;
Maior controle sobre perdas e extravios;
Economia estimada de R$ 10 milhões nos primeiros dois anos;
Economia projetada de aproximadamente R$ 45 milhões em até 10 anos.
