Karen Novochadlo
Imbituba
Desde o início desta semana, a Cerâmica Giseli, de Imbituba, está de portas fechadas. Cerca de 30 funcionários foram demitidos. De acordo com o administrador judicial da empresa, Agenor Dalfin Bach, a medida foi uma forma de manter a cerâmica em atividades. Atualmente, o setor passa por uma crise.
A matriz de Imbituba seria responsável por um terço da produção, enquanto a filial responde pelo restante. Como haviam outros custos para manter as atividades industriais em Imbituba, como transporte de matéria-prima e os insumos, foi optado por fechar a matriz. Na filial de Criciúma, somente 60% da capacidade de produção é utilizado. Giseli também tinha muito material em estoque.
“Todas as demissões foram legais. Avisamos o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário e de Cerâmica Branca, Cerâmica Vermelha de Imbituba e região (Sinticom) há dois meses. Também protocolamos esta informação na câmara de vereadores e na prefeitura”, explica Agenor. Outros 30 funcionários que estavam na pré-aposentadoria, de férias ou encostados continuaram no quadro de pessoal.
A Cerâmica Giseli passa por disputas societárias e sucessórias na justiça. Na comarca de Imbituba, ficou decidido que, por enquanto, será administrada por uma empresa determinada pela justiça.