Brasília (DF)
Representantes das defensorias públicas do Brasil, da Argentina, do Uruguai, da Venezuela, da Bolívia, do Chile e da Colômbia colocarão em prática medidas integradas de combate ao tráfico de pessoas na região. A proposta é que cada delegação elabore um estudo sobre a situação no seu país e apresente sugestões para solucionar o problema. O assunto será retomado no primeiro semestre de 2013, em Montevidéu, no Uruguai.
A ação deve ser integrada, mas as redes de tráfico de pessoas atuam de diferentes formas em cada país. No Brasil, as vítimas, em geral, são mulheres aliciadas pelas redes de prostituição de países europeus e do Suriname. Na Argentina, os homens e mulheres latino-americanos migram para o país em busca de melhores oportunidades e, em muitas situações, são transformados em vítimas.
“No caso do Brasil, os números são imprecisos, porque há muitas informações ocultas devido ao medo de algumas das pessoas envolvidas em relatar situações. São dificuldades que devem ser superadas porque todas as vítimas precisam de proteção e esse também é o papel da defensoria pública”, declara o presidente da Reunião Especializada de Defensores Públicos Oficiais do Mercosul (Redpo), Haman Tabosa de Moraes e Córdova.
O chefe da área internacional da Defensoria Geral da Nação da Argentina, Juan de Dios Moscoso, destaca que o problema de tráfico de pessoas na Argentina envolve imigrantes ilegais. “Infelizmente, é um problema muito sério e que tem aumentado nos últimos anos. Lidamos cada vez mais com essas dificuldades”, acrescenta o defensor público argentino.